quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A REALIDADE DAS BARACAS DE PRAIA EM SALVADOR




Esse é o retrato fiel dos políticos que elegemos, da justiça que convivemos, e do governo que merecemos. Em um momento tão crítico que o nosso povo vivencia, quando o desemprego e a criminalidade se aliaram gratuitamente, os “homens do poder” simplesmente resolveram vedar aos olhos e apontar sem direção para que não seja feito o diagnóstico dos verdadeiros irresponsáveis por tamanha desgraça.
Em tempos de eleição e de tanta criminalidade - drogas, fome e todo tipo de miséria, vislumbramos diante da sociedade baiana, o nosso povo exposto como se não tivessem voz. Enquanto estamos sendo vítimas e reféns de todo tipo de bandido, e a polícia armada se resguarda ou também é atacada, e o que observamos é que eles (policiais) também se defrontam com outro tipo de criminoso: o trabalhador. Sim, são pessoas inclusive qualificadas profissionalmente, com curso superior completo que buscaram o seu sustento nas praias de Salvador.
E ergueram as suas barracas, e pagaram taxas a Prefeitura, e se estabeleceram das mais variadas formas possíveis. Alguns, aos poucos, transformaram a barraca em um local aprazível e até, arriscaram as suas vidas, fazendo dali a sua moradia.
O que nunca se observou em nossas praias foi o policiamento. Nós, banhistas, ficamos á mercê dos vagabundos e dos famosos “arrastões”; eles, barraqueiros, procuravam de alguma forma nos alertar quando o perigo estava iminente, porém sofreram por parte dos meliantes toda a sorte de infortúnio: barracas queimadas, roubadas e jamais encontraram o respaldo da lei que é a segurança.
No verão, Salvador doura-se e vangloria-se por receber aos turistas do mundo todo, mas a situação sempre foi à mesma. Não é certa a ocupação da areia, porém mais triste e incerto e vergonhoso é assistirmos aos que dali sobrevivia serem expulsos e humilhados, sendo lançados a todo o tipo de infortúnio. É verdade que os nossos olhos enxergavam na orla de Salvador era simplesmente degradante, mas o que é essa cidade se não um balaio desordenado?
 O que poderá resultar a pais e filhos que anoiteceram e amanheceram vendo a sua luta diária sendo esmagada por máquinas humanas?
Não é permitido dizer que em regra não há exceção, porém é real afirmar as exceções nas regras.
Pois é, mas será que tais problemas serão solucionados sem que se pense com antecedência a que rumo dá a vida desse povo desgraçado pelos infortúnios de uma sociedade desigual?

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