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Mostrando postagens de Agosto, 2011

Nós Sabemos o que Sentimos

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O seu olhar é o que me basta
Para que sinta as suas mãos viris
A percorrer caminhos tão íntimos,
Sem pressa, mas tão febris.
E como não soubessem
Caminham a meio passo Lentamente, a me fazer sonhar
Posso sentir o seu pensamento O contato com o discernimento,
Enquanto afinados,
Perdem a dimensão do ar.
Bárbaros, ávidos, indóceis,
Em busca da ganância indiscreta,
Faminta, e até despudorada.
Nossas bocas sei devoram
Num suplício frenético
E não podemos pôr fim.
Sussurramos sem escrúpulos,
Sons confusos e destemidos Mas sabemos o que sentimos Desejamos e pedimos E rogamos em desatinos.

TRAJETÓRIA

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Brincando do amor-menina Brinquei de amar você. Gostei da minha sina Amei lhe conhecer.
Fiz da graça a minha raça Do viver o bem querer Da saga a ameaça Do ter, querer e não poder.
Caminhei por entre raios... Marés, muros e jardins Mas foi no mês de maio Que tu me disseste o sim.
Pensei que comprometida estava Que enfim te conquistei Descobri e lamentava Ter errado no que me dei.
Chegou então o inverno, A primavera, o outono e o verão Percebi que era menina E não mais estava em suas mãos.


Meu Pai

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Quem dera pudesse pensar que datas comemorativas são mero prazer da mídia ao elaborar propagandas que detonam ás nossas mentes através do marketing apelativo. Seja natal ou ano bom, seja dia dos pais ou datas em que o emocional é invadido por dores da alma, me sinto abalada e, até me deixo “sacudir” por lágrimas. Mas, e quando o assunto é pai... Aí o bicho pega mesmo. O meu velho já embarcou prá outra estação, onde todos adquirimos o bilhete e fazemos o check-in logo na chegada; se a passagem terá maior validade não sabemos e não importa; O que resta mesmo é segurar às nossas bagagens e enfrentarmos o peso que ela nos oferecerá com brilho nos lábios, e com perseverança. Claro que gostaríamos que o fardo fosse leve, porém se quisermos nos sentir confortado, basta olhar o que o nosso vizinho carrega, e agradecermos pelo o que possuímos. Somos impelidos ao questionamento e as lamúrias, e assim perdemos um valioso tempo, trôpegos pelos anseios e dores da alma. Desaprendemos a o que aprendemo…

DECLARO-ME VIVA.

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Saboreio cada momento em minha vida Antigamente me preocupava Quando os outros falavam mal de mim. Então, fazia o que os outros queriam E a minha consciência me censurava. Entretanto, apesar do meu esforço Para ser bem educada, Alguém sempre me difamava. Como agradeço a essas pessoas: Ensinaram-me que a vida é apenas um cenário. Desse momento em diante, Atrevo-me a ser como sou. A árvore anciã me ensinou que somos todos iguais Sou guerreira: A minha espada é o amor, O meu escudo é o humor, O meu espaço é a coerência, O meu texto é a liberdade. Perdoem-me se a minha felicidade é insuportável, Mas não escolhi o bom senso comum. Prefiro a imaginação dos índios, Que tem embutida a inocência. É possível que tenhamos que ser Apenas humanos. Mas... Sem amor nada tem sentido Sem amor estamos perdidos Sem amor corremos o risco De caminharmos contrários a LUZ! Por esta razão é muito importante Que apenas o amor impere as nossas ações. E anseio que descubras a mensagem por detrás das palavras, Não sou um sábio. Sou ape…

Eu sou um beija flor

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Livre como o beija-flor me encanto com o meu ninho, e tenho asas para voar...Mas não sou um passarinho. Vivo e tento me adaptar aos mais variados lugares e ecossistema. Bem sei que ao longo dos tempos, várias hipóteses foram elaboradas na tentativa de responder como os planetas apareceram - como a hipótese da geração espontânea, a hipótese extraterrestre entre outras. Porém, e eu? Olhando um jardim florido (as pessoas), durante as estações que se sucedem (a vida), aparentemente não há atividade (tudo transcorreria em paz), todavia como beija-flor (observadora), também me sinto responsável pela polinização de algumas flores (aqueles a quem sinto que posso colaborar), bem como pequenos morcegos (os que me circundam em busca de extrair da minha alma a essência). Alguma delas, como a família, tem um perfume forte (nem sempre estão mais próximas apenas por laços afetivos), e buscam desagregar, atraídas por sua pérfida imagem ao espelho interior. Pois é! A natureza é sempre surpreendente e pode…

ESTAMOS às ESCURAS: Vamos salvar os nossos jovens e a nossa Salvador

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Por onde andam os nossos verdadeiros adolescentes? Convivemos em Salvador com as mais variadas “tribos”, porém a triste realidade é a de que os nossos adolescentes se infiltraram no que outrora chamaríamos de submundo, e afrontam a tudo e a todos, não mais como os antigos “aborrecentes”, e sim como pessoas capazes de todos os tipos de leviandade. E onde erramos, nós, adultos? Creio que a permissividade, a falta de autoridade, os momentos em que os castigos se fazem necessário, nas falas usadas para com os mesmos, e uma quantidade absurda de fatores que pluralizam a tal contexto. Em verdade, não é o clima de verão que norteia em todas as estações que “esquentam” à libido, nem a famosa comida apimentada. É preciso sim, que valores familiares, ético, sociais e religiosos sejam reacendidos e preservados. Por toda e qualquer esfera da sociedade é preciso aparecer aquele que conduzira ao grupo, e isso ocorre desde a pré-história, e até mesmo entre os irracionais. Todavia, se o “chefe”, o “con…