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Mostrando postagens de Abril, 2017

Contaminados?

Num mundo em que manter as aparências Vale mais do ser autêntico Multidões vão perdendo o seu "eu” Vão perdendo a capacidade de arriscar, De pensar, De analisar. É mais fácil aceitar uma ideia já pronta É mais fácil deixara vida seguir Difícil é viver tão intensamente Porém ... É necessário fazer algumas perguntas Perder algum tempo refletindo. Então, vivemos em uma sociedade viciada? Contaminada em deixar a cura para o próximo? Superar desafios propostos é vencer “momentos” É preciso buscar soluções Combater a disseminação dos discursos de ódio Necessário se faz amar.

O passarinho

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Os Loucos

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Hoje temos os muito loucos Não amantes da paz Nem tampouco sem compromissos.
Mas desprezados pela vida Sem trabalho e sem amor;
Não são livres nem espontâneos Nem poeta ou pensador.
Não pautam a vida em compromissos São fascinados pelo terror.
Sem coragem, sem resistência Demonstram o medo e o pavor,

Ponto

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Nem todo ponto É ponto do ônibus Nem todo ponto É o ponto do encontro Nem todo  ponto É o ponto de tricô Nem todo  ponto É o ponto para ver o sol Nem todo ponto Marca um parágrafo Nem todo ponto Significa o fim da linha Nem todo ponto Termina com um ponto Ponto.

Canção ao pecador

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Teu corpo curva-se ao prazer Teu leito é o velho pardieiro Gritas e gemes com ardor Representas a essência do medo O gozo falso e a infâmia da carne É um rio roxo a lacrimejar Um homem sem pejo e amor lhe paga E sai para não mais voltar.
Mas, noutro dia qualquer ... Louco e bêbedo Sepulta sonhos, eterniza ilusões E morta no vazio das noites nuas Expões a desgraça da sofreguidão.
Eu sei que choras por um segredo E tens medo do descortinar Preferes o sonho acalentado Tens medo de te revelar
Possuis desejo expostos em teus olhos E não consegues definir ou demonstrar Teus lábios insinuam por entre beijos Palavras sem pronunciar.





Ânsia

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Angústia em meu peito bate Angústia forte Climatiza como o som da morte De uma perda, de uma dor  Sinaliza, fere e dói no peito Tão forte quanto seu furor. Martiriza e enfatiza Propõe soluços e amargor Atravessa duramente a minha alma Espeta, espedaça, Fere com ardor. Faz de mim um fariseu Um clemente, um agourento, Ou demente. Faz um ser que anseia por amor.

Por do Sol

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O sol se esconde no porto da Barra Foi tragado pelo imenso do mar Esmagado pelo azul dos céus Tornou se rubro pelo calor do ar.
É céu, é água,é mar. É mar, é céu, é sol. É sol, é amarelo, é rubro; É rubro, é laranja, é ouro.
Branco, profundo e calmo Natureza feita de amor Não morre, não foge, não apaga Renasce, revive, é resplendor.

Ser Poeta

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Não usarei da hipocrisia
Nenhum momento fui você Caiba a carapuça Onde o chapéu encaixar. Gostaria de lembrar Lúcifer foi anjo que habitou A casa do meu Senhor. Judas foi um dos discípulos A sentar diante do Pai. Nem todos ao gritar Senhor! Tem o Deus no coração.
Salve, salve poeta Se voltar a escrever Se quiser poetizar Assalariada, ou diplomata Jamais deixarei de ser Poeta como você.

Meu bebê

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Vejo você com olhinhos graúdos Boca mimosa, sorriso maneiro Querendo dizer ao amanhecer: Mãezinha gosto de você. Então, fico tão solta Aberta a gargalhadas Quase que louca Desafio ao mundo Destruo aos segundos Num sonho leve mas profundo Realizo meus sonhos Viver você.

SAMPA

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Ah São Paulo! Da varanda lhe vejo triste Ou quem sabe, muito forte. Tão abatida quanto a morte. Tão cinzenta, tão agorenta, Ah São Paulo! Quem te aguenta? Eu não te vejo nojenta Procuro apenas te ver E quem sabe te agradecer. Não entendi, não compreendi Apenas sei quanto sofri Os poetas dizem: é a capital Mas não é a inicial Tampouco será a final.

Flor em botão

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Um dia sonhei
E nesse sonho de criança Lhe vi menina, mulher A menina frágil, delicada Pétala de flor, rosa em botão A companheira e grande mulher! Nossas vidas se entrelaçam Nossos caminhos se erguem Nosso mundo se une. Se hoje o sol brilha Um dia a tempestade chegou Se algum tempo fraquejei Você me levantou Ao Criador agradeço Pela dádiva que é você Ao mundo espalharei A semente que plantei E quando daqui tiver partido A certeza eu levarei Nesse mundo bandido U raio de luz deixarei.


Dizer o quê?

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O dom da vida e a leveza dos pássaros Viver e flutuar na arte do amar Sonho e pensamento são tão claros Amores perdidos hão de encontrar. Uma viola e um cantinho Lua cheia e estrelar Doces afagos e carinho A certeza do verbo amar. A ausência tão presente A menina e o olhar Tão frágil mas resistente Determinada persiste em voar. Açúcar, sal, feijão, café Cravo, canela, camarão Todo dia a mesma história Envolvidos em exclamação.

Monotonia

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Sinto saudades de ti Quando durmo e acordo Se chorar ou se sorrir Ao ouvir o canto dos pássaros No bailar da primavera Diante do romper da aurora Ou se já é dia de verão. Amando a beleza da terra Esquecendo tão forte ingratidão Ganhando da poesia eterna Cantando a nova canção. E ao anoitecer pálidos fantasmas Maltratam e ferem por emoção Figuras pálidas, descontentes No quadro da ingratidão.

Solidão, mas é domingo

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Ouço Roberto: é domingo Estou só: é domingo. A canção tem amor: é domingo. A solidão dói: é domingo. Choro aos gritos: é domingo. A dor é contida: é domingo. Recordações da infância: é domingo. Tão só... tão só ... tão só: porque é domingo.

Primavera nos Dentes

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Ter consciência para ter coragem Ter forças para saber existir Ter o centro da própria engrenagem Ter o invento da mola para resistir.
Se não vacila mesmo que derrotado Perdido nunca desesperançou Envolto na tempestade e decepado Os dentes seguram a primavera em flor.
Você somente meu Eu somente sua Seus desejos todos meus O que importa é ser sua. Prá você eu sou eu Pra mim você é doçura.