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Mostrando postagens de Dezembro, 2010

FELIZ ANO PARA REFLEXÕES!!!

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Fico a me questionar como o natal passa tão rápido.Será que o natal é só uma data?  E por que mal a data extrai da nossa mente o papai noel, o foco se torna o ano novo?E o que é ano novo? Um estalar de fogos de artifício?  Uma noite festiva? Uma esperança? Renovação? De que e do que? Será que a resposta é difícil de ser encontrada? E por que ainda existe o receio de louvar a Jesus? Por que o agradecer é tão tímido?
FELIZ ANO DE REFLEXÕES !!!!!

Final de Ano.

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Mais um final de ano ou mudança de folhinha. Costumava a época ser de solidariedade, alegria e reflexão. Mas, hoje, o consumismo, o abandono a, a ausência de valores, o esquecer do Dono de Tudo, dos mistérios tão reais que são indecifráveis para nós humanos estão impulsionando as nossas vidas como se buscássemos avidamente uma maneira de escapar a solidão contemplada com outros.Pergunto-me insistentemente se o fim de ano é tão maravilhoso, se novas idéias e ideais são perfeitamente repensados, se estamos caminhando a longos passos para novas descobertas, se criamos e recriamos a tudo aquilo o que acreditamos ter o poder de renovar. E por que tantas pessoas se embriagam, pagam tão caro para se sentirem acompanhadas na chamada “hora da virada”, por que a nossa casa não é o beco maior para o nosso abrigo, e por que olhares tão perdidos em busca de algo que nem sabem o que é, por que é necessário ter um amado (a) para sentir que esta feliz, por que fingir uma pseudo-alegria, e por que ocor…

Um País Imaginário

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Cenas do cotidiano de um país imaginário Onde a polícia extorque e mata Cidadãos acuados fogem e se escondem E a juventude se diverte queimando os mendigos. Governos sem precaução forjam precatórias E o povo a tudo assiste Com em um velório E o mais triste: nada é ilusório! Somos todos depositários: compulsórios. Acreditamos na vida e na pátria Sem a certeza do quanto Vale Toda a riqueza que amealhamos. Pergunto: Até quando? Já não se fabricam heróis? Que será de nós? Cadê Tiradentes, Joana D!Arc e Iracema? Aliás...essa não é heroína - Ou será cocaina? Bem que Cazuza dizia "Nossos heróis morreram de overdose". Então, inventemos outra hostória Sem mais dilema, esqueçamos Diadema. Sem tanta confusão, acabou a corrupção. Quanto ao índio - aquele que foi queimado Esqueçamos o passado e a história Num país imagonário Quem precisa de memória?

Peso da Vida

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Acordei. Tudo escuro O nada ao meu redor Sombras... Levantei. A madrugada é covarde Deixa-me sombras e o relento Sem pão e sem água Só o peso, no coração. Viver sem noção do tempo Sem motivos para reclamar.
Deitei. O escuro se alastra As sombras me atormentam Sozinha e sem perdão. Já não há raiva do mundo Não existe o que culpar E quem sou eu para reclamar?
Fecho os olhos. As sombras invadem. Tomam conta de mim Lágrimas em meu rosto Como chumbo mas só desgosto.
Cada dia a minha história. Cada erro um sentido Cada palco um paraíso Cada canto um martírio.
Adormeci...não pensei em mais nada. Quem sou eu para ter sonhos? Que sou eu para ter pesadelos? E que estranho peso desse ser... Quem sou eu?

Temor

Sei que estou sozinhaMeu olhar esta distante Minha vida  Não tem sonhos Sofro a cada dia O teu abandono.

Vem Natal.

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Vem. Vem Natal. Vem festivo como sempre - para os outros. Vem triste como sempre - para mim. Vem, vem. Vem que eu garanto Que lhe curtirei completamente Que lhe esbanjarei Olhando as vitrinas e as pessoas. E desejarei paz em silêncio - para cada um. Vem! Vem que eu chorarei também O meu pranto contido O meu pranto riso O meu pranto triste - triste como o natal. Tão triste quanto eu.

Feliz Natal

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Meu Menino Jesus Que nascestes pobrezinho             Eu quero neste natal Pedir-te um favorzinho:
Quero que reine a paz Nesse mundo tão cruel                                            E ilumine a todos os homens Com a doçura do mel.
A todas as crianças do mundo                         Eu queria dar brinquedos Para que nos seus olhinhos Apagassem todos os medos.
Queria a chegada da paz E acabassem as tristezas E que todos os homens tivessem  Um pão sobre  a mesa.
Feliz Natal ! Kathya

Escrava de Mim

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Nossos corpos juntos
Você tão distante de mim
E beijo seus lábios frios
Mas não sinto o calor dos meus.

Juras amor para comigo Sem uma palavra de afeto e desejo
Sabe que o silêncio é seu prazer.

Usas meu corpo
Pois sou o alimento
Sou o seu voraz apetite
E nada de nada dás.

Sou fraca quase não consigo
Libertar-me das garras, Em desejos a me atacar
Põe limites ao seu veneno
Se que um dia vou sofrer
Com a liberdade do seu abandono
Em total silêncio por esse viver.

Aquilo que é meu.

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Desenhamo-nos lentamente
Percorrendo aos nossos desejos
E escorre na pele O que já não é segredo
E escapamos em desespero.

Desejo-te!
Arrepia a minha vontade
De ter o agora e o todo
Bebo-te e bebe-me! Oh! Sangue novo Audácia e malícia Sonhos loucos.

Cresce a ânsia
De te desenhar
De me desenhares
Com o lápis de cera e brilho da lua.
A boca éum palco
Aonde vão dançando
O nosso saborsem critério…
E o esboço do esboço.

Bailam em nós, ávidas e sedentas
Loucuras de um amor quase juvenil,
Enquanto nos tocamos, nos escondemos.
E em pó, em cumplicidade,
Celebramos um sonho varonil.

À flor da pele,da minha pele
Semeias arrepios...
Deponho este frio
Moldado,quente e envolvente Amaciamos o silêncio

A Gruta no coração da Gente

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Eu  queria que este natal Fosse um Natal de sonhos verdadeiros Um natal onde o  Cristo nascesse Na gruta do coração da gente Mudasse a nossa vida  E transformasse o nosso caminho. 
Um natal em que as pessoas  Abandonassem as armas e a exclusão Abrissem os braços para o amor  Embalassem o menino Deus ao ritmo da música da paz.
Um natal em que Jesus Valesse mais que uma roupa nova, Bem mais do que uma ceia farta ou  um presente.
Que Jesus  valesse a salvação!  Eu queria um natal, natal!!!!!!! Um natal transformação Um natal mundo novo  Um natal alegria verdadeira, festa de amor, Uma celebração da vida para continuarmos  No novo milênio plenos de DEUS Na gruta do coração da gente.

Hora de Acordar

A paisagem cinzenta A festa era de São João.  Mas havia luzes no céu, Tudo era enfeitado por estrelas brilhantes. A noite era fria A fogueira procurava agasalhar, O licor decorava a cada rosto que insistia em dominá-lo. Os olhos estavam ardentes e lacrimejantes Não perdiam o brilho daquele momento mágico. Tudo era luz. Refletia-se em amor Nos corações que bailavam ao som do zabumba, Ao toque do triângulo e do valente acordeom Era o autêntico forró pé de serra. A cidade em bandeirolas que tremulavam, Acompanhavam o som dos assobios dos ventos. Na igrejinha as beatas entoavam os cânticos. Roupas coloridas, quadriculadas, manipuladas... Tudo era festa na noite de São João. De repente, um estalo mais forte, E os fogos anunciando: Era o momento de acordar.