quinta-feira, 18 de março de 2010

O Ser Humano do Século XXI.

Domingo. Família em volta da mesa que exibe fartamente iguarias. Á cabeceira o querido pai, comandante maior daquela nau; sempre ao seu lado, ajudando e conduzindo com palavras dóceis e valorosas, a figura materna. Não, isso não é conto de fadas, já aconteceu para a felicidade das gerações de outrora.
Hoje a família diluiu-se, e o que vemos é a disputa acirrada devido à falta de cumplicidade entre pais e filhos, avós, tios, e demais membros.
A mola propulsora do mundo avançou de tal forma que deixou pelo caminho, as mais simples e nobres engrenagens. Daí resultou em filhos sendo criados pelo tempo, responsabilidades transferidas para terceiros, a fé invocada para servir de marketing favorável aos bolsos dos que se dizem pregadores.
Os velhos radinhos, as vitrolas, tornaram-se engenhocas; os bilhetes e as cartas cederam os seus lugares a e mails frios ou obscenos. A comunicação tornou-se praticamente grotesca. E, por o tempo correr aos tropeços, o século XXI está deformado. Já não cabem curativos, remendos.
A miséria humana tornou-se motivo de sorrisos, o desdentado deixa a boca escancarada e já nem espera a morte chegar. A audiência esta diante de nós para aqueles que promoverem através da sua desgraça o sustento de outros “xá na na/ xá na na”; e se surge um alguém desafiador de tais valores é decapitado, é visto como louco ou imbecil.
Necessita-se de reality show - é assim que escreve? É preciso saber inglês – influenciando principalmente aos jovens a expor facilmente a sua intimidade, a essência da sua alma. Por que essa lavagem cerebral? Por que e para que?
Basta de tanta crueldade. A comunicação pode e deve reerguer ao ser humano, e é mister que esse retome ao palco apresentando o verdadeiro show da vida.

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