Drogas e o Homem do Século XXI: A Droga Pode Atingir a Pessoa a que Tanto Amamos.

Caríssimos,

Após a enquete sobre temas a serem abordados, o maior percentual de solicitações foi para as drogas e o homem do século XXI. Eis o meu pensamento.

A dependência química não é uma causa dos males atuais da sociedade, mas um dos efeitos do caos em que vive esta mesma sociedade. Convivemos com a falta de identidade, o que tem conduzido o indivíduo a alienação e a angústia. Por outro lado, quando o ser humano recorre às drogas, vê diante da sua fragilidade, a possibilidade de encontrar a identidade perdida por meio da identificação grupal, vez que a neofilia é a patologia social momentânea.
Estamos diante de uma sociedade marcada pelo individualismo, pela exibição de roupas de marca, adereços do modismo, trabalhos que resultem em salários proporcionais ao exibicionismo da falta de valores, a falta de amor ao próximo e a si mesmo. E nesse processo solitário e egocêntrico, desencadeiam-se situações de isolacionismo cada vez maiores.
As drogas estão presentes em várias culturas e cultos, entretanto a Lei nº11. 433, no Brasil, assim define:
Art. 1º Esta Lei institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas - Sisnad; prescreve medidas para prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas; estabelece normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas e define crimes.
Parágrafo único. Para fins desta Lei, consideram-se como drogas as substâncias ou os produtos capazes de causar dependência, assim especificados em lei ou relacionados em listas atualizadas periodicamente pelo Poder Executivo da União.
Art. 42. O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente.
Mas a diferença que existe hoje é a ênfase dada pela lei, diferenciando as drogas lícitas (cigarro, álcool, medicamentos), que pagam impostos, das ilícitas (maconha, cocaína, crack, ecstasy, entre outras). Do ponto de vista médico, porém, esta diferença não existe. E creio não existir mesmo: A DROGA É UMA DROGA.
Alguns afirmam que a internet é um canal para a dissolução das relações interpessoais, uma vez que a distância física, o contato, o calor humano, impossibilitam e distancia cada vez mais aos indivíduos, resultando em os chamados “amigos virtuais” (o que nesse momento ocorre). Entretanto, essa ferramenta gera - por outro lado - um contato “íntimo” com o caro leitor, e em verdade, aqueles que se sentem distanciados da realidade, vivem um processo a que chamaria de alienação.
Ora, se o indivíduo recorre ao desestímulo incoerente, pode conduzir a toda e qualquer ilicitude, pois a mente vazia é perigosa e traiçoeira. O grande medo que se esconde por trás de uma tela, e ao mesmo tempo o que fascina, é o grande mistério. O que faz um ser perder horas e horas do seu tempo na frente de uma tela? O homem que se encontra no submundo certamente convive com a desesperança, se sente negado, injustiçado; ele esta adoecido em corpo e alma.
As drogas tornam-se –tenho certeza- um escape para a sua insignificância naquele momento. É preciso determinação, altruísmo, respeito aos que busca ajudar á aquele ser em flagelo, para tornar-se um novo ser vivo.
Recorrer a qualquer que seja a droga, mesmo por uma vez, é abrir-se a desgraça e levar consigo os que tanto amam.
Acredito que a escola quer pública ou particular, deveriam oferecer aos pais um encontro mensal para falar sobre o assunto, que ainda se encontra escondido entre as farpas podres de um mundo hipócrita; e auxiliar aos jovens, através de alertas diário, sem temer falar e tirar as dúvidas que por ventura vierem a ser questionadas. Infelizmente, muitos são os que evitam ou nem sequer tocam no assunto, preferem dizer que se não falamos o outro não desperta. Mas e o que é o despertar se não uma abertura direta para várias interrogações que buscam solução?
Hoje, as crianças estão expostas desde a mais tenra infância, e necessitam aprender a pensar criticamente através de programas com informações preventivas, debates esclarecedores, desenvolvendo o senso crítico, e a certeza de que as escolhas fazem parte do seu processo de vida.
O diálogo deve ser entendido como coadjuvante de um cenário em que pais e educadores sejam capazes de exterminar a essa chaga.
O amor como presença ativa, real também conseguirá ampliar aos horizontes de um ser que doente precisa se sentir querido, e que já nem consegue pensar no desespero da sua mãe que procura explicações para o filho que atenta contra a vida.
Tal qual o suicida que não encontra perspectivas em sua existência, e segundo o sociólogo francês Émile Durkheim, expoente do positivismo, “se matar é uma decisão movida essencialmente por motivos sociais – como a falta de vínculos fortes com a sociedade ou, ao contrário, uma integração tão completa do indivíduo com seu entorno que ele é capaz de se sacrificar pelo bem comum.” Ora, é preciso cultivar uma cultura de vida em harmonia. Vamos ficar em alerta!
É preciso fazer com que toquem os tambores e todos a uma só voz gritem:
VAMOS VIVER E AGRADECER PELO DOM DA VIDA.

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