É preciso aceitar a vida com as suas imperfeições e indelicadezas, mas acima de tudo saber reconhecer que estamos á mercê de situações inusitadas.

O que observamos no mundo atualmente faz parte de estatísticas assustadoras de desamor. Mas por onde anda a valorização e dignidade humana? Mas do que certo é nos encontrarmos com o concorrente do que o cúmplice. Acabou o tempo da cumplicidade. Quer seja no amor quer seja no crime. O que vemos são desafetos, e concorrência desleal; um a querer sobrepujar ao outro, querer demonstrar que é o melhor ou tem medo de deixar escapar a palavra delicadeza.
Ser delicado hoje é fazer parte de um grupo discriminado, é ser visto como alguém que foge aos padrões preestabelecidos por uma sociedade dita como em santa castidade. E porque não dizer, é assumir publicamente o preconceito de forma colorida para disfarçar a dor que tange a sua alma.
Estamos vivendo aos horrores e precisamos do arco-íris para redesenhar a tais imagens. Não queremos crer que se recriamos as histórias infantis com personagens adultos, e estes se mistificam, mas não se identificam com o original.
A não identidade provém do medo na elaboração da cópia, até porque uma imagem mal refletida poderá ser transformada no que os olhos quiserem – e como são traidores os nossos olhos.
Acreditar em heróis e vilões já não é suficiente para o homem atual; é preciso mais, muito mais. Quem sabe estejamos a todo o momento criando um signo para o sobrenatural por temer que esse seja superior a nós?
Por hora os ETS surgem como monstros disformes a contemplar o universo de forma evasiva e sem chance de demonstrar a supremacia. Porém, até quando estaremos a nos enganar? Até quando vamos olhar na telinha o modelo rebuscado, e espiaremos como espectadores? E se tudo se tornar diferente: de senhores voltarmos a ser vassalos (se não é o que somos?).
Basta um instante de contemplação e o universo nos respondera.

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