Os pais e os filhos do século XXI diante da escola

                                                        
Conceber filhos no século XXI em nosso Brasil é algo quase que extraordinário. Faço parte de uma geração que o professor era considerado um conselheiro e mestre de maior grandeza, e os pais eram personagens ativos no processo educacional.
Os filhos deveriam ser cobrados em seus afazeres escolares, e os pais atentos estavam à conduta escolar.
Hoje, o que se nota são pais tão "ocupados" com o cotidiano, para que possam demonstrar a riqueza material que não possuem que sequer se dão conta deque o maior bem são os filhos.
 Há uma carência da nossa juventude tão forte de afeto, que exala em agressividade diante dos seus colegas, professores e dos próprios pais. Esses se questionam e ficam chocados, pois afirmam que oferecem aos filhos o mais novo modelo de ipod, a viagem de férias tão almejada, a roupa e acessório que esta em moda, enfim as futilidades que em nada acrescentam a educação familiar.
Mas, será que poderemos diagnosticar como avanço da modernidade?
Não, categoricamente não. Precisamos nos orgulhar - como adultos que somos - da visita a escola não apenas no final do ano, da conversa com os professores e colegas dos nossos filhos, das companhias que estão ao seu lado, da necessidade daquele ser por quem somos responsáveis, de encará-lo e impor limites. Liberdade não é libertinagem.
Observo como educadora e aprendiz, - pois não sou professora tão somente,  - que os meus educandos, por muitas vezes se sentem abandonados por seus familiares. Poderá ate parecer absurdo para alguns, mas essa é a palavra que devo usar. Volto a afirmar que oferecer carinho, solidariedade, apoio são importantíssimos para a conduta moral dos nossos filhos. Jamais esquecer que moldamos como agentes especiais as nossas imagens, em seres que estão em desenvolvimento.
Em um século onde as guerras são tão escancaradas precisamos vigilância e união.


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