segunda-feira, 13 de junho de 2011

Diante do Desconhecido: O Temor.


Vivemos em meio a uma agitada onda de turbulências. Buscamos a todo instante questionar ou a silenciar; Na primeira hipótese somos conduzidos a um medo insuportável, onde nos interrogamos de onde e para onde vamos, o que desejamos, por que e para que.
Se silenciarmos ou “preferirmos” calar, estamos realmente atônitos, e mais uma vez o tema nos persegue diante de um desconhecido questionável.
Em verdade, a cortina que se processa diante da existência humana é vasta. Muitas e diversificadas são as especulações; Desde encontrar na religião uma pseudo-segurança para as dúvidas, até as teorias consideradas cientificistas para tentar impor a mente que em tudo há explicação. Entretanto, em cada investida, bilhões de interrogações e especulações se formam.
Quem sabe nascemos, - quem sabe - jovens, para que não possamos de logo sofrer, ou até - quem sabe - envelhecemos, para retornar a infância, e nos sentirmos frágeis, inertes e substituíveis.
O fato é que o homem diante de tantas caminhadas se encontra estático quando o assunto é a vida.
E, a cada instante em que o poder antitético se mostra (a morte), as lágrimas substituem ao medo, e a certeza de que o nosso dia poderá chegar a qualquer segundo torna-se iminente.
Essa mágica e perturbadora indagação nos conduz a clemência das nossas dores, e ao desespero incontido de solução.
Vivemos o eterno extremo: Ou nos conformamos com o que nos dizem, ou enlouquecemos com as nossas dúvidas, ou cremos na ressurreição, ou “descansamos” em sono profundo, e as nossas lutas, os nossos aprendizados, os nossos rancores e mágoas viverão como fantasmas a nos perseguir em busca de respostas que a todo instante ferem a nossa alma. Ainda assim, se quisermos fortalecer ao chamado “espírito de proteção” em preces e passos bravos, mas inseguros, encontramos a lacuna do tempo a enfeitiçar aos nossos olhos, com o contemplativo e sedutor direito de crer, de ter na fé, o botão mágico que uma vez acionado, não nos permitirá sequer pensar....Mas, somos humanos, e pensamos.











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