As Tuas mãos


Adoro tuas mãos em meu corpo.
Tão suaves a percorrer
Por todos os lugares.
Tocando - me através do decote 
Do vestido vermelho carmim.
Desfiando as minhas meias,
E em suspiros
Procurando a flor oculta,
Tão acesa em meu jardim.
A mão não enxerga,
- E quem se importa?
E o sapato no canto a observar,
As tuas carícias sobre mim.
E até já não aguento.
Encaro-te e peço:
Depressa, aproxima – te de mim
Não deixes que me arrependa
E feche a porta.
Não creias que sempre será assim.

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