quarta-feira, 26 de outubro de 2011

FELICIDADE

Sinto o aroma da felicidade
Doce e salgada
Como a própria vida.
E o meu corpo perfumado
Em meu todo a se estender.
Tento despistar com o olhar
Porém com as mãos, 
Entre meios sins e meios nãos
devagar...
Vejo na alma o meu viver.
Antes que o toque acabe
Trago nos lábios a alegria
E junto ao meu semblante
O transparecer...
Sinto um grunhido mas não me calo,
É o meu coração...
A bater.
E o suor não apaga a chama
do desejo
e da paixão deste viver.
Contemplo por sincronia,
E não é vaidade
O fazer da graça em meu ser.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Homenagem ao Mano



Prestar homenagem a alguém creio que seja fácil. Entretanto homenagear e orgulhar-se daquele que admiramos é uma tarefa que requer o exercício do amor.
Valho-me nesse momento em que possuo um canal direto com o mundo para expressar o afeto que tenho por meu irmão mais velho, Herval. Como se não bastasse dentre as suas qualidades, foi premiado ao nascer com o nome de um homem que foi o maior exemplo de honradez e sabedoria: o nosso pai.
Os anos passaram e o nosso velho foi transferido a pedidos insistentes de um Ser Superior para outro plano, onde – certamente – permeia a sua sabedoria e a grandeza das suas sábias palavras. Podemos e devemos admitir que se irritava por coisas que considerávamos “simples”, mas hoje, em muitos instantes reverenciamos aos seus atos.
Creio que o mano também herdou do nosso velho as rabugices e teimosias, as neuroses e... O amor! Ah! E como era tímido ao demonstrar o seu sentimento. O nosso pai foi ex-combatente, e acredito que esse fato em muito tenha influenciado aos seus atos; como militar da marinha desse nosso Brasil honrou a Pátria, e nos ensinou a valorizar as insígnias desse País.
Quando partiu, numa terça-feira, 20 de março, quase ás 21h00min horas vitimado por um câncer, nos remeteu a momentos marcantes da nossa convivência e, jamais deixou de ser presença em nossas vidas. Eu o amo, e para sempre o amarei.
Herval, o Filho, - pai também de cinco filhos - é presença marcante na vida de todos que lhe rodeia. É exemplo de perseverança e generosidade, é cabra macho, nordestino, e como tal, amado e admirado. Acompanho a sua história de vida e só posso agradecer pelo comentário que postou quando publiquei A Educação me fascina:

“Kátia, parabéns!!!

Poucos sabem que, além de educadora, você também é advogada há 37 anos. Digo isto, porque sei e vibrei com a sua passagem no vestibular, quando ainda era um garoto que cursava o antigo ginasial. Você recusa o rótulo boçal de Dra. Kátia, mas saibas que és uma Doutora Honoris Causa em educação, reconhecida por seus ex-alunos, muitos deles também doutores, através dos seus ensinamentos. Ensinamentos estes que não se limitam ao conhecimento cognitivo, sobretudo a educação cidadã, que os coloca no mundo para servir e replicar seus conhecimentos.
Você é um grande exemplo, minha irmã, e eu tenho o orgulho de poder escrever isto a teu respeito.
Grande beijo,
Herval

Irmão,

Tenha a certeza de que ser educadora é um presente de Deus, e poucos são privilegiados por essa dádiva. O educador é amante das artes, das filosofias, e de todas as ciências e manifestação quer sejam da vida ou da morte.
 
Tenho em mim a presença da espiritualidade e a certeza de que em tudo o que faço nada sou se não tiver ao meu lado um outro ser ( e até ousaria dizer, mesmo que seja um vegetal).
Os títulos e honrarias não foram "encomendados" para mim. Sim, sou advogada, mas não compactuo com as arbitrariedades e vaidades que tanto encantam aos causídicos. Orgulho-me de todo o meu empenho para obter o diploma pela UFBA, a tal sonhada e disputada carteira da OAB, mas e muito mais de dispensar aos floreios. AH! Doutora? O fato é que o título de Doutorado é atribuído às pessoas que fizeram um curso de especialização strictu-senso, e apesar de possuir, quero que fique claro:
                                   EU SOU EDUCADORA e ponto.

 

domingo, 16 de outubro de 2011

A Educação me fascina


Trabalho na área educacional há bastante tempo, e a cada dia esse universo me fascina e contempla com os mais variados saberes.
Amo a o que faço e, se tiver oportunidade quando daqui partir, não terei dúvidas em decidir: sou educadora.
Dentre os muitos projetos que tenho desenvolvido, quero agradecer a SESCOOP/Oceb por enriquecer ao meu currículo com a pareceria AULA SHOW e o COOPERATIVISMO. 
Sem dúvidas, cooperar representa a união de pessoas, onde cada ser humano depende do outro para garantir a sua própria existência.
O cooperativismo esta organizado em um sistema mundial, que busca garantir a unidade da doutrina e da filosofia do cooperativista, além de defender os interesses do cooperativismo pelo mundo.
O SESCOOP desempenha para as cooperativas o mesmo papel que o SEBRAE desempenha para as empresas.
Em sendo assim, o SESCOOP é um instrumento de extrema importância no que tange à elevação dos índices de profissionalização da gestão das sociedades cooperativas, permitindo acelerar os investimentos que ela vem fazendo para o aperfeiçoamento de todo o administrativo e operacional, essenciais ao desafio da competividade e da globalização. A parceria com a aula show é um sucesso que cresce e encanta a todas as comunidades, desde aos nossos cooperados, como aos que participam e se encantam com a quebra de paradigmas tradicionais diante da educação.




sexta-feira, 30 de setembro de 2011

DUELO



Entre amasso,
Carícias
Beijos delirantes
Travamos a luta
De amor e paixão.
Em busca desse amor alucinante
Desprezamos as regras do pudor 
Nos entregamos a emoções primitivas
Degustamos dos mais loucos
Desejos
E enlouqueço com o tremor
Da tua paixão.
Clama por meu corpo sedutor.
E num raro momento de lucidez
Contemplo o rubor de tua tez.
Contrasto com o teu corpo febril
O prenuncia do mais louco prazer.
E navego entre sonhos e desejos
No cais primitivo do meu viver.
Atendo aos teus apelos
Com ternura
É inicio do espaço sideral.
Perco-me e entrego-me
Ao ritmo frenético
Em perfeita sintonia e devoção
E mais uma vez, juntos,
Erguemos o troféu de um duelo
Em que vencedores
São os nossos corações.

Desencanto


Hoje não quero ter pressa
E todos os relógios vou parar.
Hoje deixarei de ser a simples mulher
Para sentir o pecado do pecar. 
Invadirei a minha alma
Sem mentiras nem pudor
Vou me despir dessa meiguice
Adoçar ao meu corpo como um licor.
E quando o amanhecer chegar
A minha pele impregnada vai ficar...
Serei a personagem ambiciosa
E com o tempo parado
Sentirei na minha pele o suor.
- Me deixarei amar, e amar.
E com o relógio parado
Nada saberei, pois nada sou.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

QUERO


Eu quero te despir e te possuir
Como louca apaixonada...
Quero minhas mãos
Em teu corpo
Te olhar, te enxergar e te ver.
Tão intensa quanto o meu ser
Permitir.
E quero muito
Te enlouquecer de prazer
Em beijos e carícias alucinantes
Levar as estrelas, e o infinito
Mostrar o quanto somos amantes.
E ao final desta jornada,
Feliz por ser amada 
Quero-te ver enamorado,
Polido e encantado,
Simplesmente, maravilhado.

Doce Emoção


A vida formando história
Sussurra aos meus ouvidos
                                                     Tão ardente que encanta.
Preenche,
Anima e provoca,
                                                     Me enlouquece ao desejo
E aos sentidos embalança.
                                          Estremece em delírios e fantasias.  
                                       Culpa as mãos que almejam lhe tocar, 
                                               Provoca a fera que habita
Desperta o desejo de devorar.
                                   E em sons férteis, momentos de decisão.
Os beijos cálidos que passeiam por meu corpo.
Breves e nus pressinto os cabelos soltos
                                          Perdidos em sinais de louca ardência...
                                    Todos os sentidos queimam em prazer 
                                          Enquanto nossas almas silenciadas 
                                            Ardem em busca da maior união. 
                                                   Agarram-se lascivas
Em murmúrios sublimes
Esculpindo o prazer dessa doce emoção

Furem-se as trevas: o dia raiou.


Rompem do inferno, furam as trevas
Seguem caminhos, vão se arrastando...
Molham-se na poeira das estrelas.
Sonâmbulos e dormentes
Jogam-se nos rios,
Na raiz das árvores
Na luz quase que sombria.

Em segredo seguem e se escondem
Nos olhos, o relâmpago forte e frio.
Desbravam ao silencio
E, com as próprias mãos
Escava a dor 
Desafia o futuro
O passado e o presente.
Em voo rasante e profundo
Debruçam a escutar.
São os passos do crepúsculo.

E despem-se ao espelho
E entram em águas turvas.
Dançam por todos os caminhos
 
Devaneiam-se  ao ver o mar.
São lágrimas perdidas e puras
São aromas do luar.

E no branco da rosa cálida
Desprende-se o sangue rubro
- Hoje incolor!
Então o galo canta
Fagueiro
Anunciando que o sol raiou.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O direito ao nosso livre arbítrio

É real, é concreto afirmar que a maldade neste novo século é tão real quanto na era primitiva; Poder - se -ia até dizer, que bem mais elevada e tangível, uma vez que se tornou contemplada por total insanidade e, é uma ameaça individual ou coletiva.
A maldade  e as injustiças caracterizam ao século XXI, onde o ser humano aproxima-se rapidamente da inferioridade de atos, e consequentemente do seu caráter.
Encontramos a personificação do mal maquiada como erros que podem ser vistos como doenças mentais ou distúrbios da personalidade. Em verdade são criaturas que contribuem para a cada dia mais, temermos a nossa própria existência.
O mal então seria o bem? Seria covardia esquecer as injúrias ou as infâmias?
É lastimável observar deduções paradoxais  degeneradas, não querer compreender que na luta misteriosamente representada por este cancro podre e abominável, o bem, a harmonia, a lealdade porque é a norma, é enxergada como fato transitório e condenado ao aniquilamento.
A violência é tudo o que ocorre quando o sofrimento é imposto a uma pessoa. E, o sofrimento é um aspecto da dor, o qual tem  significados distintos. É maldade passiva, resultado da maldade ativa.
Pergunto-me se as más ações não expressam o seu mau espírito? O erro difere da verdade, assim como as trevas da luz.
Não podemos negar a maldade do homem, e/ ou compararmos a luz e a sombra, o calor e o frio porque a sombra e o frio não são dotados de existência privativa, falta-lhes essência própria, são negações.
Dar essência ao mal é recusar a essência do bem, é sustentar ao contraditório, e haverá de existir os que ainda crêem num mundo melhor, pois possuímos o livre arbítrio, o direito de escolha.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Seriam os nossos jovens os verdadeiros culpados?

Se existe algo que deixa questionamento em meus pensamentos, é a insistente afirmação de que os nossos jovens estão despreparados pra se tornarem adulto consciente e zeloso do dever quer seja cívico ou moral.
Mas como saber o que é civilidade e moral, se aqueles que deveriam obrigatoriamente elaborar o rascunhado dever de casa, lhes expõe uma sociedade má, injusta e desrespeitadora?
Como acreditar em insígnias de um país onde os nossos governantes sequer lembram-se desse símbolo máximo de civismo? E o que dizer das famílias que estão recortadas e absolvidas por inúteis sensações de que o valor maior hoje esta moldado no aspecto financeiro?
E o que dizer das instituições educacionais que preparam - em sua maioria - ao adolescente para novas escolas seguidoras de valores baseados em custos financeiros e, em nenhum instante, o valor ao próximo? Será que estamos no direito de cobrar dessa juventude absorta em mediocridades a alguma coisa, ou estamos simplesmente “engordando” os nossos “porcos” para que eles mesmos procurem a saída para nos abater?
Mergulhados na lama podre de uma sociedade doentia, e que já não mais sofre por/ de amor; caminhamos atordoadamente a procura de sensações passageiras, momentos fúteis, que refrigeram ao corpo, mas não a alma. São instantes que não se eternizam que não são lembrados. E o amor que outrora foi o mais honrado dos sentimentos, também não é destaque em horário considerado “nobre”. O que avilta é a dor em saber o quanto perdemos diante de uma passagem tão curta e que merecidamente deveria ser honrada.
Quem sabe o fato de não termos ídolos nem heróis no século XXI nos impulsionem a situações macabras, pois o que nos deparamos é com vampiros. Aqueles que de alguma forma sugam as nossas energias em benefício próprio, que procuram apresentarem-se como seres capazes de construir um mundo mais igualitário, e em verdade somos persuadidos a um precipício sem volta, onde as dores da alma são mais inflamadas do que as feridas que estão expostas no corpo físico.
A esperança tem dado lugar à acomodação frustrada. E, em meio a tantas dúvidas, os chamados adultos procrastinam os seus erros apontando – os para os que deveriam lhes ter como modelo de vida. 

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Nós Sabemos o que Sentimos



O seu olhar é o que me basta
Para que sinta as suas mãos viris
A percorrer caminhos tão íntimos,
Sem pressa, mas tão febris.
E como não soubessem
Caminham a meio passo
Lentamente, a me fazer sonhar
Posso sentir o seu pensamento
O contato com o discernimento,
Enquanto afinados,
Perdem a dimensão do ar.
Bárbaros, ávidos, indóceis,
Em busca da ganância indiscreta,
Faminta, e até despudorada.
Nossas bocas sei devoram 
Num suplício frenético
E não podemos pôr fim.
Sussurramos sem escrúpulos,
Sons confusos e destemidos
Mas sabemos o que sentimos
Desejamos e pedimos
E rogamos em desatinos.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

TRAJETÓRIA


Brincando do amor-menina
Brinquei de amar você.
Gostei da minha sina
Amei lhe conhecer.

Fiz da graça a minha raça
Do viver o bem querer
Da saga a ameaça
Do ter, querer e não poder.

Caminhei por entre raios...
Marés, muros e jardins
Mas foi no mês de maio
Que tu me disseste o sim.

Pensei que comprometida estava
Que enfim te conquistei
Descobri e lamentava
Ter errado no que me dei.

Chegou então o inverno,
A primavera, o outono e o verão
Percebi que era menina
E não mais estava em suas mãos.



domingo, 14 de agosto de 2011

Meu Pai



Quem dera pudesse pensar que datas comemorativas são mero prazer da mídia ao elaborar propagandas que detonam ás nossas mentes através do marketing apelativo.
Seja natal ou ano bom, seja dia dos pais ou datas em que o emocional é invadido por dores da alma, me sinto abalada e, até me deixo “sacudir” por lágrimas.
Mas, e quando o assunto é pai... Aí o bicho pega mesmo. O meu velho já embarcou prá outra estação, onde todos adquirimos o bilhete e fazemos o check-in logo na chegada; se a passagem terá maior validade não sabemos e não importa; O que resta mesmo é segurar às nossas bagagens e enfrentarmos o peso que ela nos oferecerá com brilho nos lábios, e com perseverança. Claro que gostaríamos que o fardo fosse leve, porém se quisermos nos sentir confortado, basta olhar o que o nosso vizinho carrega, e agradecermos pelo o que possuímos.
Somos impelidos ao questionamento e as lamúrias, e assim perdemos um valioso tempo, trôpegos pelos anseios e dores da alma. Desaprendemos a o que aprendemos e, buscamos o conforto nas palavras para saciar a nossa sede. Somos eternos insatisfeitos.
E se o assunto é pai, vale ressaltar como desejamos que eles fossem mais piedosos diante das nossas teimosias e queixumes, diante dos nossos pedidos e questionamentos, diante das nossas reclamações. Mas, acredito que até os pais se sentem “incomodados” com o desconforto que causamos, e com a ânsia que tem de nos proporcionar o melhor. E o tempo passa, e ambos se descobrem diante do que foi acontecido como se quisesse voltar o tempo. Lastimável ou grandioso o fato é que nada pode retornar: o que vivenciamos sejam fatos bons ou ruins, ficam inertes num passado longínquo, onde as lembranças são insustentavelmente a marca do que passou.
Sou órfã: sinto-me só, sozinha, sem o olhar severo, mas acolhedor do meu pai, sem as suas reclamações, sem as surras que me aplicava como se quisesse demonstrar que ele era o superior – e eu não entendia, que em sua ignorância de homem sofrido, calejado pela vida, foi a maneira que encontrou para me abrigar, me proteger do mundo tão grande que me engole.
As suas palavras riscavam o espaço com a força de um raio, com o estrondo de um trovão numa noite de tempestade. Todavia, tão logo passava, raios cintilantes de aconchego e amor vislumbravam para acolher a minha existência... E hoje? Hoje eu sou só. Mas não tão só porque sou pai e mãe.