quinta-feira, 10 de maio de 2012

És o meu cavalo alazão



Sou verdadeiramente ardente,
Cujo sangue quente,
Oferece-me a mania de estrepoliar.
E quando um macho audaz
Surge a me provocar... Torno-me voraz.
Mas quando entre galopes e sacolejos,
Encontrares uma Amazona,
Não ouse desafiá-la, meu Cavalo Alazão...
Amazona sou, e com coragem,
Ouso enfrentá-lo.
Sou destemida, aguerrida...
A ti vou laçar, montar e domar.
Verás como é uma mulher,
Que sabe tudo o que quer.
Como castigo terá: que me fazer delirar.
Amar.
Conhecerás meus caminhos com os descaminhos,
Farás guarida, submisso e servil,
Porém quando estou a pensar,
Surpresa vou fazer,
Lhe farei enlouquecer.
Terás um amor constante,
Sem dogmas e sem regras,
Sem falsos pudores.
E em meu louco jeito de amar,
Serei quem ordens vai dar
Até ao ponto de exaustão.
Sem censuras,
Amor de pecado,
Sem limites nesse se dar,
Neste prazer irrestrito,
Por este prazer carnal...

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Companheirismo

Estamos em um momento crucial da nossa existência devido à insegurança, e ainda preocupado com a falta de companheirismo. A individualidade cresce cada vez mais e percebemos a dificuldade para trabalhar em equipe, aceitar as diferenças, e respeitar as decisões tomadas em grupo. É chegado o momento de desenvolvermos a cooperação e o respeito.
Para que possamos buscar o nosso crescimento social, espiritual e afetivo é estabelecer uma relação de respeito. Respeitar significa aceitar a individualidade de cada um, a sua forma de expressão, a sua aparência, a sua origem, as suas escolhas e opiniões, os seus limites e sentimentos. Respeitar não implica em concordar com o outro ou elogiar qualquer tipo de conduta, mas em não desqualificar, menosprezar, ridicularizar ou impor opiniões.
O respeito se consolida quando vínculos são estabelecidos e limites são preestabelecidos. Ele não brota rapidamente. É como uma planta que precisa ser posta em solo fértil, regada e cuidada para que floresça e dê frutos.
Através do desenvolvimento da cooperação vivenciaremos situações em que serão estabelecidas a troca de experiências, e a ajuda mútua consolidando cada vez mais o respeito ao próximo.

sábado, 21 de abril de 2012

Não escreveu um livro, não plantou uma árvore, não deixou filhos.




É! Não aceito as palavras ditas como tão sábias de que o ser humano torna-se verdadeiro quando realiza as três intituladas ações.
Estamos mergulhados e inertes no grande mistério do nascimento. Procuramos as mais variadas explicações, fórmulas e até “simpatias” para nos aproximarmos dessa incrível realidade que é o nascer.
Indignos que somos diante da nossa impotência tentamos nos esconder no véu da morte. E tantas são as explicações sem explicação que nos emaranhamos na teia indecifrável.
Queremos crer que a medicina avança rapidamente, e a cura de muitas doenças já se tornam fáceis. Todavia, tanto faz a presença do indivíduo em um local de grandes recursos como não, para que seja abatido como um pequeno inseto. E assim ficamos e somos vistos em nossa pequenez.
Lutamos por algo que não sabemos, e cada vez mais procuramos acumular riquezas que jamais nos pertencerão. Basta que o ar nos falte para que tudo se torne pó; e nessa hora a maior verdade é a de que existe algo que não sabemos como denominar, demonstrando o quão impotente somos. Alguns vão afirmar que “Deus quis assim”, “chegou o dia”, ou ainda “descansou”. 
Os mais incrédulos afirmaram: “acabou”...

E se não escreveu o livro pautou uma página da vida;
E se não plantou uma árvore, se fez semente;
E se não deixou filhos, somos todos irmãos.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Volte


Eu estou aqui sozinha
Com minha cabeça a voar...
Penso em você,
E muito sofro,
Sigo até me machucar.
Eu sei que está magoado
- Mas o que podemos fazer?
Atormentados e aos pedaços
Eu queria poder carregar
Seu sorriso em meu coração,
Nas horas em que minha vida,
Parece tão triste e sem emoção.
Isto me faria acreditar
No que o futuro reserva
No presente, não se sabe
Você não sabe...
E estou tão perdida!
E sei que você esta certo.
E o que sou sem você?!
Volte, e me leve 
Para longe das noites solitárias.

A busca...

Se amar é querer
O estar junto
Se amar é sentir
Saudades
Se amar for
A busca do carinho
Do sentir frio
Ou calor
E batidas descompassadas
De um coração, vadio
Sozinho
Em harmonia aos segredos
Buscando mesmo à distância
Em confissões perigosas
Atormentadas e aos pedaços.
Vou morrer amando e desejando
Sonhando aos encantos dos dias.
E se a carência que existe em mim
É a mesma que existe em você
Como não te amar, se me buscas?
Como não gostar do sentir?
Encontro o que anseio
O segredinho existente
A cumplicidade entre nós.



quarta-feira, 4 de abril de 2012

Medo de Arriscar



Sim, tenho medo da vida e medo de amar. Mas nada posso fazer se esse sentimento avança sobre mim com as garras de uma águia? O fato é que é tantas dores e decepções, tanto medo de errar e persistir e me machucar, é tanto receio de sofrer e sofrer cada vez mais, que corro em direção ao vazio, e nessa escuridão, nessa falta de luz, atordoa-me os pensamentos e sofro cada vez mais.
Quisera ter a altivez de uma gazela fagueira que corre por entre os campos sem ter que olhar para trás. Tenho certeza de que jamais seria uma avestruz a esconder os meus ideais por loucas ideias que assombram ao meu juízo. E, nesse instante, me questiono se o juízo é valor, se o que é certo não esta errado, se o que transforma não seduz, se o que congestiona não nos atiça a novos caminhos, a um novo olhar.
Sim, quero arriscar-me digo aos meus ouvidos. E eles escutam, mas não deixam que o vento espalhe, pois bem sabe que se espalharão como sementes e brotarão como flores.
E então penso: e se ousares pisar nessas flores, se não souber regá - las, se descuidares do carinho que devereis tratá-las?
Sim, sou frágil, todavia envolvo-me com uma carapaça tão forte que aos olhos alheios tenho a fortaleza de uma guerreira. Desejaria muito que soubesses que nessa guerreira se esconde um coração iluminado e ferido, profundamente atacado, e que sangra, e que tem feridas abertas e nunca encontrou alguém que delas cuidasse, e as cicatrizasse.
Sim, estou exposta e composta diante daquilo que sem nem saber o porquê e para quê me disseram que é a vida. E por ela, caminho entre pedras e espinhos entre galhos e sobressaltos, mas com a esperança escondida sobre o véu da sensatez, que sou menina e mulher, sou a flecha ou o anzol, sou a chuva ou sou o sol, a estrela que um dia, seguira por um turbilhão de luz.

terça-feira, 3 de abril de 2012

É doçura.


No calor da vida 
O teu encanto,
O meu encanto,
A doçura.
Ate a beleza do teu pranto
Em meu canto,
É leve,
É doçura.
A persistência que tens
Em meus caminhos,
Em meus mimos,
Em meus sonhos.
A grandeza que me segues
De mansinho
Faz em mim
Viver o mais lindo sonho.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Humildade não é Humilhar-se.


Em meio a muitas correspondências através de e mail recebi um que falava sobre ceder. Perguntei- me após refletir se o ato de ceder não faz várias exceções. Descobri ao longo do tempo que perdoar é dom divino, e eu sou mortal, cheia de erros e, consequentemente, que a evolução da minha espécie tão cheia de turbulências, não me faz compreender como ceder e perdoar, aceitar e não sofrer.
Perdôo mas não sei ceder. E tenho certeza que o meu perdão é algo voltado para a certeza de que se a dor pela qual passei, que me fez chorar sem merecer, que me fez e me faz doer à alma pela angústia de saber da maldade, da arrogância de outrem terá da justiça divina a clemência de doar ao outro, a passagem pela penumbra. E o que são ás trevas senão o bálsamo inicial para uma dor muito maior?
Ter clemência diante do algoz não faz parte da minha vida. E direi: não sou vingativa, mas é preciso entender que somente através da dor na carne e na alma, o ser humano será capaz de sentir o quanto se faz necessário a humildade.
Humildade não é humilhar-se.
Recuar diante do que proferi é – para mim – como se voltasse ao estágio inicial, de onde já parti. Almejar o que desejo ver, e enxergar. Trata-se de conceber e crer, que aos porcos deve ser oferecida a lama, a podridão, o chiqueiro, enquanto que aos pássaros deve ser ofertada a imensidão do universo, para que possa alçar vôos, e vislumbrar do alto a grandiosidade da luz.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Nascemos únicos e assim morreremos.


Temos medo da solidão
E buscamos compartilhar
Sejam dores ou boas emoções
Nada nos pode escapar.
Queremos família
Buscamos amigos
... E até que nos faça inimigos
Nada nos pode escapar.
Precisamos procurar
Catar, navegar, traquinar
Porém não podemos hesitar
Nada nos pode escapar.
Da vida somos semente
Fruto maduro, apodrecido
Relutamos diariamente
Nada nos pode escapar.


segunda-feira, 12 de março de 2012

Gente Cometa

Anjos

Há pessoas estrelas. Há pessoas cometas. Os cometas passam. Apenas são lembrados pelas datas que passam e retornam. As estrelas permanecem. Os cometas desaparecem.
Há muita gente cometa. Passa pela vida da gente apenas por instantes, gente que não prende ninguém e a ninguém se prende. Gente sem amigos. Gente que passa pela vida sem iluminar, sem aquecer, sem marcar presença. Há muita gente cometa. Assim são muitos e muitos artistas. Brilham apenas por instantes nos palcos da vida. E com a mesma rapidez com que aparecem, também desaparecem… Assim são muitos reis e rainhas de todos os tipos. Reis das nações, rainhas de clubes ou concurso de beleza. Assim rapazes e moças que se enamoram e se deixam com a maior facilidade. Assim são pessoas que vivem numa mesma família e que passam pelo outro sem ser presença.
Importante é ser estrela. Estar presente. Marcar presença. Estar junto. Ser luz. Ser calor. Ser vida. Amigo é estrela. Podem passar os anos, podem surgir distâncias, mas a marca fica no coração. Coração que não quer enamorar-se de cometas que apenas atraem olhares passageiros. E muitos são cometas por um momento. Passa, a gente bate palma e desaparecem. Ser cometa é não ser amigo. É ser companheiro por instantes. É explorar sentimentos. É ser aproveitador das pessoas e das situações. É fazer acreditar e desacreditar ao mesmo tempo. A solidão de muitas pessoas é conseqüência de que não podem contar com ninguém. A solidão é resultado de uma vida cometa. Ninguém fica. Todos passam. E a gente também passa pelos outros.
Há necessidade de criar um mundo de estrelas. Todos os dias poder vê-las e senti-las. Todos os dias poder contar com elas. Todos os dias ver sua luz e calor. Assim são os amigos. Estrelas na vida da gente. Pode-se contar com eles. Eles são uma presença. São aragem nos momentos de tensão. São luz nos momentos escuros. São pão nos momentos de fraqueza. São segurança nos momentos de desânimo.
Olhando os cometas é bom não sentir-se como eles. Olhando os cometas é bom sentir-se estrela. Marcar presença. Ter vivido e construído uma história pessoal. Ter sido luz para muitos amigos. Ter sido calor para muitos corações. Ser estrela neste mundo passageiro, neste mundo cheio de pessoas cometas é um desafio, mas, acima de tudo, uma recompensa.
É nascer e ter vivido e não apenas existido.

sábado, 10 de março de 2012

Encantada.

Sonhei sentir as tuas mãos
Percorrendo meu corpo
tirando-me do sério
Envolvendo meu coração.
Imaginei carícias
sorrisos e malícias
E ouvi a tua voz
Em sussurros e galanteios.
Depois senti nos teus lábios
A resposta em um beijo
Celebrando aos meus anseios.
Imaginei teu corpo

Colado ao meu
Senti teu cheiro...
O gosto do teu ser
A textura da tua pele
A grandeza de viver.
Visualizei tua nudez
E teus olhos fixos em meu corpo
... Contemplei o brilho no olhar.
Reciprocidade de agrado.
Nossos corpos...

encaixe perfeito
Côncavo e convexo (como afirma o poeta).
Imaginei cada detalhe 

Em um amor tão delirante
Imaginei
Ser a mulher perfeita no amor
Ser aquela que te conquistou
E em seus braços adormecer
Encantada por tanto amor.

quinta-feira, 8 de março de 2012

O que penso agora... 8 de março 2012..


No orgulho que tenho de saber que tenho ao meu lado amigos que me querem bem, familiares que me respeita, a minha mãe com vida e a mesma vivacidade, uma tia com quase 100 anos a me oferecer com a sua lucidez uma lição de vida, a graça de ser MÃE e acordar com o beijo da minha Luy e a surpresa do meu filho Flávio que me presenteou há um ano com meu Bubu, guardar no coração o amor do meu pai que me abençoa todos os dias mesmo estando em outra estação, na bondade divina por me oferecer permissão para ousar dizer o Seu Nome - e não ser em vão. - 
E mais, ter nascido numa data tão especial para todas as mulheres que conseguirem entender que mais do que ter nascido com o sexo feminino, precisamos fazer valer as nossas atitudes com humildade e determinação.