Humildade não é Humilhar-se.


Em meio a muitas correspondências através de e mail recebi um que falava sobre ceder. Perguntei- me após refletir se o ato de ceder não faz várias exceções. Descobri ao longo do tempo que perdoar é dom divino, e eu sou mortal, cheia de erros e, consequentemente, que a evolução da minha espécie tão cheia de turbulências, não me faz compreender como ceder e perdoar, aceitar e não sofrer.
Perdôo mas não sei ceder. E tenho certeza que o meu perdão é algo voltado para a certeza de que se a dor pela qual passei, que me fez chorar sem merecer, que me fez e me faz doer à alma pela angústia de saber da maldade, da arrogância de outrem terá da justiça divina a clemência de doar ao outro, a passagem pela penumbra. E o que são ás trevas senão o bálsamo inicial para uma dor muito maior?
Ter clemência diante do algoz não faz parte da minha vida. E direi: não sou vingativa, mas é preciso entender que somente através da dor na carne e na alma, o ser humano será capaz de sentir o quanto se faz necessário a humildade.
Humildade não é humilhar-se.
Recuar diante do que proferi é – para mim – como se voltasse ao estágio inicial, de onde já parti. Almejar o que desejo ver, e enxergar. Trata-se de conceber e crer, que aos porcos deve ser oferecida a lama, a podridão, o chiqueiro, enquanto que aos pássaros deve ser ofertada a imensidão do universo, para que possa alçar vôos, e vislumbrar do alto a grandiosidade da luz.

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