quarta-feira, 7 de março de 2012

Eu sou mais do que a mulher maravilha.


Sim, já desembarquei na data mais que vitoriosa. Segundo diz a simbologia o número 8 é especial.
O 8 é o número da matéria. O Logos, o poder criativo do universo; o equilíbrio dinâmico entre o masculino e o feminino; o portal através do qual uma vida entra no mundo; a existência depois da morte, o infinito, a regeneração, a passagem do que é contingente ao que tem validade eterna.
O oito é o número mais cobiçado na numerologia, é bom possuí-lo na energia vibratória. O símbolo assemelha-se a uma corda sem fim unida, e não há vazamento da sua energia, carrega significados de organização, equilíbrio e continuidade.
Se o número 8 esta na alma, significa que essa traz de outras vidas ambição e egoísmo, e que descuidou da evolução espiritual. Entretanto, essas pessoas estão num estágio ideal para a felicidade, e tem a missão de expandir negócios com lucratividade, e expansão ao nível de consciência espiritual. Mas, o ser humano que possui o número oito precisa ser generoso e fazer caridade: caminhar o material ao lado do espiritual.
Bem, mas a data esta também intimamente ligada aos movimentos feministas que buscavam mais dignidade para as mulheres e sociedades mais justas e igualitárias. Foi em 1910 durante a II Conferência Internacional de Mulheres, realizada na Dinamarca, que a data foi proposta pra celebrar e homenagear às operárias de New York.
A partir de então o dia 8 de março passou no mundo inteiro a ser conhecido como o Dia Internacional da Mulher.


terça-feira, 6 de março de 2012

Se me deixares.


Pensamos, às vezes,
Que não restou um só dragão.
Não há mais qualquer bravo cavaleiro,
Nem uma única princesa
 A passear por florestas encantadas,
Pensamos, por vezes, que
A nossa vida está além das fronteiras, 
Além das aventuras.
Cremos que o destino, 
já passou do
 horizonte
 E se foi para sempre...
Oh! é um prazer estar enganada.
Princesas e cavaleiros,
 
encantamentos e dragões,
Mistério e aventura...
Não apenas existem aqui e agora, 
mas continuam
A ser tudo
Tudo o que já existiu
Nesse mundo.
Em nosso século,
só mudaram a roupagem.
 As aparências 
se tornaram tão insidiosas,
 As princesas e os cavaleiros
Podem se esconder
 - Um dos outros -
Podem se esconder
- Até de si mesmo -
Contudo, os mestres da realidade
 Ainda nos encontram em sonhos
Para dizer que nunca perdemos
O escudo contra os dragões,
E a descarga do fogo azul
Nos envolvendo agora,
 A fim de mudar o mundo.
A intuição sussurra a verdade!
Não somos poeira, somos magia.
Fecharei os olhos
E buscarei seguir
 – se me deixares. –

segunda-feira, 5 de março de 2012

Em cada dia da nossa vida, uma lição.


Dizem que amor e ódio andam de mãos dadas. Mas, será que é realmente possível transformar o amor em ódio? Podemos transformar o amor em vingança?
Falam que, enquanto no amor temos a expressão do afeto em sua forma positiva, no ódio encontramos o total desapreço por aquele que se tornou alvo da nossa ira. 
O tempo é um grande sábio e, o melhor remédio para curar nossas feridas e enxergarmos com clareza a realidade que existia e não aquilo que havíamos criado frente as nossas carências internas. 
Quando o amor se faz presente em nossos corações, conseguimos nos perdoar e aos outros também, entendendo que as pessoas passam por nossas vidas, para que possamos vivenciar lições úteis ao desenvolvimento de ambos. 
Mas, se o amor é isto como o ódio surge? 
Creio que são pessoas que não conseguem amar, precisam de um sentimento que lhes faça crer que são amadas, que nas suas perdas poderão revestir com uma posterior substituição, uma espécie de consolo para uma alma tão infeliz.
São pessoas que crêem podem dominar com a sua ira aos que lhe rodeia, e através dos gritos histérico provocam sensações nos que lhes rodeia de que através do barulho que emitem demonstra a loucura, a insensatez.
Porém, diante de ameaça, elas explodem em ódio, sentimento este que reflete a baixa auto-estima e insegurança que as assolam. São fúteis, imbecis e dignas de piedade.
Refletimos no mundo aquilo que temos dentro da nossa alma, e não podemos permitir que os doentes em seu interior, sejam capazes de destruir a nossa luz.
É verdade que por sermos humanos, a nossa fraqueza expõe as nossas feridas e nos deixa cicatrizes – e como são doloridas, como sangra.
Um dia haverão de mensurar a dor e não vamos sair ilesos, mas podemos nos permitir diante do aprendizado, uma grande lição.

domingo, 4 de março de 2012

E a reforma ortográfica da língua portuguesa é o assunto.



Estamos no primeiro ano em que o acordo ortográfico da língua portuguesa começou a ser aplicado em Portugal, e o escritor Francisco José Viegas, que é secretário de Estado da Cultura do país quer mudanças devido à dupla ortografia que passou a existir.
Observemos na regra em que as consoantes não pronunciadas devem ser eliminadas. Se por um lado em vez de "acto" os portugueses passaram a escrever "ato" ou "Egipto" virou "Egito", surgiram novas divergências entre os dois lados do Atlântico: com a nova ortografia, em Portugal “espectador” passou a ser "espetador", "recepção" ganhou a forma "receção" e "cacto" se tornou "cato". Também foram mantidas diferenças em acentos, como em "Antônio" e "António" e "gênero" e "género".
José Viegas, que é formado em linguística, não quis indicar quais as mudanças no acordo seriam necessárias, mas, afirmou que a possibilidade de alterar o acordo esta prevista até 2015.
A polêmica atual a respeito do acordo começou depois que o poeta Vasco Graça Moura assumiu o cargo de diretor de uma das mais importantes instituições culturais do país, o Centro Cultural de Belém, em fevereiro. Sua primeira medida foi uma norma suspendendo a aplicação do acordo ortográfico nos serviços sob sua tutela.
O professor Ivo Barroso, da Faculdade de Direito de Lisboa, entrou com um processo pedindo a inconstitucionalidade do acordo ortográfico.
O romancista e presidente da Comissão de Língua Portuguesa do Ministério da Educação, Godofredo de Oliveira Neto, encarou com estranheza as declarações de José Viegas.
 "O acordo já foi discutido nas instâncias acadêmicas e políticas competentes. Não faz sentido discutir tudo de novo." Ele lembra que o Brasil também poderia ter críticas a aspectos pontuais do acordo - como a abolição do trema -, mas decidiu ceder para garantir a adoção da proposta. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo).
Pois, pois... Vamos encarar que assim não dá. A língua é a porta principal para o aprendizado da Nação; deixemos de estranhezas e vamos arregaçar as mangas (opa! mangas, RSS!), pois o que interessa é fazer valer ao aprendizado o mais rápido possível.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

E a vida é assim...

 Um dia alguém me disse que o tempo curava as feridas e era o maior aprendizado, a grande escola da vida.
Pensei que eram conjecturas proporcionadas pelos adultos, os quais reclamavam, e não aceitavam as minhas traquinagens de criança. Mas o tempo passou, e descobri que posso partilhar com o meu próximo tudo o que vivo, exceto a minha dor – e principalmente, se a dor esmaga a minha alma.
Tento educar a dor para que não se torne em uma grande mágoa, pois existem casos que valorizamos o que nos fazem, ofertamos valor indevido diante das mazelas. Porém aquilo que é pesado para um, não tem a mesma proporção para o outro.
Procuro nos amigos, a quem retribuo o que me ofertam duplicar as minhas alegrias e refugiar – me diante de pensamentos estonteantes; e dessa forma, se vão como o éter que se espalha pelos ares. Não há significado nem temos a que atribuir valor diante da dor que alguém nos causa, o que importa é ter força para aguardar o momento certo de ver e enxergar que na roda viva da vida terão manobras arriscadas, e nem sempre todos ficam de pé, muitos buscarão em que se apoiarem outros devido a soberbia, só lhes restará o chão como consolo, pois a estupidez humana é eivada de vaidade e arrogância. E tudo muda... E o tempo passa.
E a vida é assim: um dia um grão de areia, no outro um pedaço de terra, enfim... Um buraco no chão.


DOR


A DOR É INEVITÁVEL, MAS O SOFRIMENTO...
 É OPCIONAL.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

O que é UBUNTU? Fantástico.


Um antropólogo estudava os usos e costumes de uma tribo da África, e porque ele estava sempre rodeado pelas crianças da tribo, decidiu fazer algo divertido entre elas.Conseguiu uma boa porção de doces na cidade e colocou todos os doces dentro de um cesto decorado com fita e outros adereços, e depois deixou o cesto debaixo de uma árvore.
Aí ele chamou as crianças e combinou a brincadeira, que quando ele dissesse “já”, elas deveriam correr até aquela árvore e o primeiro que agarrasse o cesto, seria o vencedor e teria o direito de comer todos os doces sozinhos.

As crianças se posicionaram em linha, esperando pelo sinal combinado.

Quando ele disse “Já!”, imediatamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo juntas em direção do cesto. Todas elas chegaram juntas e começaram a dividir os doces, e sentadas no chão, comeram felizes.

O antropólogo foi ao encontro delas e indignado perguntou por que elas tinham ido todas juntas, quando só uma poderia ter tido o cesto inteiro.

Foi ai que elas responderam:
 - “UBUNTU!!!”
Como um só de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?

UBUNTU significa:
 - EU SOU, PORQUE NÓS SOMOS!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Mar Revolto


Transbordante de desejos 
Tão sozinha eu almejo
Chegar ao teu coração 

Na contramão. 

Rompo em devaneios 

Meus segredos
E anseios 
E como num barco
De amor 
Vamos bailar
Flutuar
Neste mar da paixão. 

É alucinação. 

E em loucura percorres
Por meu corpo 
Em minhas curvas, pareces insano 

Enalteces aos meus tormentos
E vais invadindo desesperadamente. 

Cale-se! 

Não faças barulho! 

Poderás ter embrulho 

Sou mar revolto 

E em meu corpo serpenteias. 

Socorro! 

Desastre! 

Somos um grande gigante 

Que desvairadamente 

Ao meio vai se partir
E como um Tsunami 

Tudo vai se devastando 

Mas agora volto a dormir.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Os homens não sabem que os sonhos

 
Os homens não sabem que o sonho
É uma constante da vida
É tão concreta e definida
É outra coisa qualquer
Tal qual a pedra cinzenta
Onde recosto e descanso
À beirada dos céus.

É como esse rio manso
Mas de serenos sobressaltos
E tão cheia de coqueiros altos
Em verdes folhagens a se agitar...
E como as aves que gritam
No grandioso céu azul.

Os homens não sabem que o sonho
É como a aguardente forte
É como a espumante
O bichinho forte e sedento
O urubu agourento
E a certeza de não acordar.

O que vai em busca de tudo
E num movimento quase mudo
Vê em teias a vida rasgar!

Os homens não sabem que o sonho
É a grande tela, é a cor, é o pincel
São as tranças de Rapunzel
E a base, a sustentação
É o brilho no coração
O arco feito em papel,
A linha, o ponto, a sinfonia,
A máscara da eterna magia,
As luzes do Alquimista,
O brincar em carrossel.
Ou a rosa dos ventos
-  em ouro ou prata -
O bailar da bailarina,
O palhaço e a colombina
O barco da proa festiva
Diante do forte alazão.

É. Os homens não sabem
E nem sonham
E nem acreditam.
Mas o sonho comanda a vida
E o mundo avança
Como bola colorida
Por entre os sonhos
E as ilusões.



terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Se tenho um blog., prá que serve? VOU PROTESTAR


Sou baiana sim, mas o orgulho não é fazer parte dessa Bahia.
A minha Salvador é sim, de outra era.
As lágrimas vieram ao meu rosto quando desembarquei na cidade soteropolitana, mas um pouco antes ouvia e via o pânico dos que estavam a bordo comigo de um transatlântico, informados de que a cidade estava em sinal de alerta vermelho. Pela primeira vez percebi que as cores realmente tinham representatividade.
O tempo passa, é verdade! E quando passa, o menos que esperamos é deixar marcas positivas em uma sociedade; Entretanto, mataram a minha Salvador, a terra onde nasci e aprendi a amar.
Sofri desesperadamente ao ouvir dos que estavam a bordo, de que nada perderiam se não visitassem a minha cidade, até porque era fétida, suja, um cartão postal maquiado e verdadeiramente manchado por impurezas. Tentei - sem êxito - desmascarar aos que se vangloriavam de falar que nada mais havia da cidade que outrora teria sido o berço do Brasil.
Chorei... Porém alguns dias se passaram após o meu desembarque, e chegou o carnaval. Ainda orgulhosa da minha baianidade fui às ruas encontrar o meu povo, as nossas músicas e o nosso ritmo.
E logo ao primeiro dia na avenida vi uma cidade realmente fétida e invadida por seres promíscuos, que exibiam o pior do que se pode esperar de uma cidade por onde tenha ocorrido civilização.
Desesperada fugi....Mas, voltei para a segunda-feira da mudança do bairro do Garcia, mas conhecida como Mudança do Garcia.
E, para o meu desespero, embora estivesse comigo um filho que em épocas passadas olhava e falava o que poderia contribuir para os erros, para a mudança do nosso estado, do nosso País, encontrou almas perdidas, sôfregas, que ostentavam corajosamente palavras esboçando o descontentamento diante de uma cidade aprisionada por governantes que desgraçaram com um povo outrora feliz.
Esse povo viveu a ditadura explícita e condenada, mas hoje convivem com a ditadura disfarçada, em que são proibidos vergonhosamente de invadir as teias do Campo Grande, local considerado os “olhos do turismo” onde os grandes heróis desse povo, e também massacrados são os policiais, que certamente envergonham-se de representar á lei. Eles - coitados – também estão reprimidos e assassinados. Sequer sabem se terão retorno para os seus lares. Sequer sabem para onde vão. Sequer percebem o quão valorosos são para essa nação.
Cheguei a lembrar á letra da música: “Caminhando e cantando, e seguindo...” E segui...
Busquei desesperadamente pelo povo que fez parte da velha mudança e descobri que foram abatidos pela opressão, que não estavam entre os que corajosamente invadiam á avenida clamando pelo dom de viver. Ouvi o toque da velha bandinha, e o mestre Val tentando segurar a emoção...
E diante da miséria e podridão que se instaurou no carnaval da Bahia apenas lamentei, e postei nessas palavras a dor e a revolta por tudo o que esta sendo feito para exterminar com uma cidade que é o berço de um País chamado BRASIL.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Páginas... Letras... Folhas


Páginas, folhas apagadas
Páginas, letras esquecidas
Páginas, escritas envenenadas
Páginas, vidas acabadas.

Letras de páginas esquecidas
Letras de escritas apagadas
Letras de folhas apagadas
Letras de vidas enegrecidas.

Escritas das páginas enegrecidas
Escritas das vidas apagadas
Escritas das folhas esquecidas
Escritas das letras esmaecidas.

Tempo.


Tempo, o meu barco de sonhos
Vai meio à neblina
Perdido no ar
Sem poder se encontrar
Procura ao mar.
Tempo, se o vento soprar
A brisa vai acalentar
O amor vai chegar
Feliz irá ficar
Novos sonhos à embalar.

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Corpo e Alma

E de repente a vida
E a sua beleza exótica
As suas canções macabras
O grito de alegria
Ah! A vida.
Vivida a vida viveu
Corpo e alma
Espírito e matéria
Destituídas do espírito
Da serena dor da saudade.