E a vida é assim...

 Um dia alguém me disse que o tempo curava as feridas e era o maior aprendizado, a grande escola da vida.
Pensei que eram conjecturas proporcionadas pelos adultos, os quais reclamavam, e não aceitavam as minhas traquinagens de criança. Mas o tempo passou, e descobri que posso partilhar com o meu próximo tudo o que vivo, exceto a minha dor – e principalmente, se a dor esmaga a minha alma.
Tento educar a dor para que não se torne em uma grande mágoa, pois existem casos que valorizamos o que nos fazem, ofertamos valor indevido diante das mazelas. Porém aquilo que é pesado para um, não tem a mesma proporção para o outro.
Procuro nos amigos, a quem retribuo o que me ofertam duplicar as minhas alegrias e refugiar – me diante de pensamentos estonteantes; e dessa forma, se vão como o éter que se espalha pelos ares. Não há significado nem temos a que atribuir valor diante da dor que alguém nos causa, o que importa é ter força para aguardar o momento certo de ver e enxergar que na roda viva da vida terão manobras arriscadas, e nem sempre todos ficam de pé, muitos buscarão em que se apoiarem outros devido a soberbia, só lhes restará o chão como consolo, pois a estupidez humana é eivada de vaidade e arrogância. E tudo muda... E o tempo passa.
E a vida é assim: um dia um grão de areia, no outro um pedaço de terra, enfim... Um buraco no chão.


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