terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Sonhos Secretos


Chove tanto lá fora,
O vento sopra com intensidade,
Começou a pouco mais de meia hora,
No entanto… parece uma eternidade!

O zoar das árvores… o som da chuva na vidraça,
 
O ressoar das ondas invadindo ao mar…
A tempestade não cessa!
Vou-me aconchegar no sofá
 Vou ver se o tempo passa.

Não é que eu tenha pressa…
Ou a tempestade esteja a aborrecer
Tinha atividades planeadas
Que sem alternativa
Deixarei por fazer

Procuro um bom livro,
 Apetece-me um "policial",
Com suspense e intriga… mas qual?
São tantos… e finalmente
 Achei o que me parece ideal.

Sento no sofá, confortavelmente,
 
Começo a ler… parece interessante…
Coloco os óculos,
Encosto a cabeça na almofada,
Sinto-me completamente relaxada!

Embrenhada na leitura, não sei por que,
Por momentos, você vem ao pensamento…
 
Seu olhar… Sua boca, sua doçura...
Seu amor e os meus sentimentos.
Fecho o livro… tiro os óculos… fechos os olhos,.
Inclino a cabeça.
Sinto o desejo a me invadir,
 Mordo aos lábios com travessura….

Hum…como eu queria lhe ver aqui.
 
Deslizo as mãos,
 Sinto a sua pele
O seu corpo aperto por prazer.
Dou asas a imaginação…
E de desejo fico a enlouquecer.

Minha mente vagueia
Secreta e ardente fantasia.
Que se comprime de satisfação.
Sinto-me animal esfomeado… sedento…
Invadida por forte emoção.

Sinto a saudade…
 
Olho para o livro…
Retomo a minha leitura,
Que posso fazer?
Reencontrar a minha realidade…
Sonhar acordada e espairecer.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Desesperança.


Vida. Não mais a amo.
Sinto a ausência e a minha dor
Caminho, ando e nem passeio
Durmo e acordo nem sei o que é dor.
O que vem a alma
Já não há resposta.
O que chega a carne
Já me abusou
O que traz sentido
Não é verdade
O que é verdade
Não é amor.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Natal = Família

Permita lhes dizer que o dezembro aos meus sentidos ecoa em vários ângulos.
É certo que a data comemorativa salta aos nossos olhos, mas bem que poderia servir de alerta aos nossos sentidos. Seria tão bom se tivéssemos a coragem para refletir, para olhar a nossa alma e poder acarinhá-la.
Quem sabe enxugássemos as nossas próprias lágrimas, e cada gota que brotasse servissem como bálsamo aos nossos anseios.
Ah! E se realmente tivéssemos coragem de assumir às nossas culpas, os nossos pecados?!
Mas, persistimos em dizer: É Natal!!!!!!
E queremos nos enganar diante de tudo o que passa diante dos nossos olhos, e dos nossos braços cruzados. Nos lamentamos diante do número incontável dos nossos jovens que "abandonados" são jogados e engolidos pela mãe terra...e queremos admitir que eles foram os culpados. E a família? A família é a célula mater.
Pois é! O Natal é família, é a colheita dos nossos atos; e para colher é necessário plantar, é grandioso ver a árvore florescer.


Novelos Emaranhados


Mãos entrelaçadas 
Somos novelos emaranhados 
Corpos ardentes 
Amantes obscenos. 
No ato 
Total desacato. 
Frêmitos incontroláveis 
Fonte de um prazer inenarrável 
Sem explicação. 
Somos o Sim ou o Não? 
Subimos aos Céus 
Descemos aos Infernos. 
Somos Pecadores, Impostores 
Ou 
Somos Anjos, Arcanjos? 
Olhos nos olhos 
Nos olhamos
E no ápice da paixão, flutuamos. 
Alma penetrando Alma 
Já não nos basta à provocação da Carne 
O que nos une é muito mais além. 
Não precisamos 
Nada a ninguém dizer 
Ou provar 
Para quê? 
Para quem? 
Desabamos de Amor 
Do fundo de meu quebrantado coração. 

Noite e Dia

O todo 
Tudo 
Ou...
Nada. 
Noite e dia 
Na agonia 
De viver sem ti. 
Esperando 
Corpo suando 
Tremendo 
Urgente 
Boca ressecada 
A conversa apaixonada 
Ontem ao telefone 
Gritando por teu nome. 
Respiração acelerada 
Murmúrios 
Ruídos de desejo 
Solfejos. 
Vozes que se atropelam 
Espelham 
Prazeres que se assemelham. 

- Meu amor!
Tira-me desta mania 
Vicia 
Você é a fantasia que inebria. 
E que maestria! 

Terminas. 
Que louco.Clamando por meu nome.................

Ardente

Do meu corpo brota fogo
ardente como um vulcão
me entorpece a mente
enquanto mãos me acariciam
- sem me tocar.
Num delírio cadencioso
deslizam sobre a minha pele 
como uma onda que vem e vai.
És desejo...
És frenesi...
És meu sentir...
Ou doce ilusão.
Me aguça aos sentidos
misto de tristeza e alegria
ter e sentir
ter sem ter.
E da tua ausência
faço os meus dias 
embalo em meus anseios
tenho prazer e amargura
no calar de cada noite.
Adormeço enquanto espero
na alvorada de uma manhã
sem princípio, sem  ter fim.
E quando o cantar estridente
dos periquitos escutar
Irei acreditar 
que tu aqui estás
que és tu
a me despertar.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

As Aparências

Pensamos, às vezes,
Que não restou um só dragão.
Não há mais qualquer bravo cavaleiro,
Nem uma única princesa
 A passear por florestas encantadas.
Pensamos, às vezes, que
A nossa era está além das fronteiras, 
além das aventuras.
 Que o destino 
já passou do horizonte
 E se foi para sempre.
É um prazer estar enganada.
Princesas e cavaleiros, 
encantamentos e dragões,
Mistério e aventura...
Não apenas 
existem aqui e agora, 
mas também continuam
A ser tudo
O que já existiu nesse mundo!
Em nosso século, só mudaram de roupagem. As aparências 
se tornaram tão insidiosas,
 Que princesas e cavaleiros
podem se esconder
 Um dos outros,
Podem se esconder
Até de si mesmo.
Contudo, os mestres da realidade
 Ainda nos encontram
Em sonhos
Para dizer que nunca perdemos
O escudo de que precisamos
 Contra os dragões,
que uma descarga de fogo azul
nos envolve agora,
 A fim de que possamos mudar
o mundo como desejarmos.
A intuição sussurra a verdade!
Não somos poeira, somos magia!
Fecharei os olhos e buscarei seguir
 – se deixares –
A sua intuição.



Filhos e Netos


Os filhos vieram e... Vieram. E trouxeram consigo a certeza de um amor incontido, de algo novo, mas não temeroso. Ao contrário do que se possa imaginar, nas suas bagagens encontrei a certeza de que jamais estaria só. Compreendi que a minha vida é uma extensão sem limites; Compreendi, mas entendi após alguns anos.
E vieram os netos.
Em princípio e de mansinho, como se fosse uma flor a despertar na primavera.
Apresentou o perfume ao decorrer do tempo, porém o brilho intenso no olhar denunciava o amor. Entre tímida e esperta mostrava o que queria dizer...
Entretanto, o tempo – dono de todas as sensações – resolveu apresentar algo instantâneo, diferente, um não sei o quê a fazer e provocar uma reviravolta em minha infância. Sim, totalmente em minha infância.
Percebi que algo estonteante invadia o meu eu. Uma criatura frágil e pequena tão capaz de me fazer reviver os primeiros e magistrais momentos da maternidade. E os olhinhos vivos denunciam o amor que transmite, as pequenas mãos que em breve se estenderão decididas ate as minhas e vão acarinhar a minha alma... Nem sei se é emoção. Creio que as palavras não traduzem, todavia direi que saudade se faz presença em sua ausência que parece interminável.
E de repente como se não bastasse, o levanta e cai, os primeiros passos, o andar bailando e revigorando o meu viver, a vontade de gritar para que todos ouçam:
 EU SOU VOVÓ.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Rosas e Flor de laranjeira



Meu corpo claro e perfeito,
Ai, meu corpo de maravilha!
Cultuo em meu conceito
Estreito da redondilha...
Meu corpo é todo cheiroso
Cheiro de rosas...
Ou flor de laranjeiras...
Meu corpo, tenro e macio,
É como o milharal queimado do estio,
Mas, desfalecido em perfume...
O meu corpo é a brasa do lume...
Parece chama, e flameja
Como os horizontes febris.
É puro como nas fontes
Da água clara que clareia
Que em cascatas se derrama...
E em volúpia da água se escama.
A todo o momento me vejo...
Sozinha, a única ilha
E no oceano do meu desejo...
Meu corpo é tudo o que brilha,
Meu corpo é tudo o que cheira...
É rosa, é flor de laranjeira...

Hoje ouvi o teu "Bom dia",
Cheio de carinho e alegria;
Prá despertar o desejo,
Acordar a imaginação.
E iniciou mais uma viagem
De sonhos e fantasias,
Entre o desejo e a razão. 
Basta-me olhar teu rosto,
Estampado nessa tela,
Prá eu sentir-te aqui comigo
O sabor dos lábios teus.
Percorres todo o meu corpo,
Vai arrancando-me arrepios,
E despertando emoções.
E em meio a esse vazio
Descubro que a vida é um rio
Transbordando em sensações.

Para você.

Gostaria de te dizer:
- Boa Noite.
Mas lembrarei que ouvi
- Bom Dia.
... Remoerei as lembranças,
As palavras,
Os pensamentos,
Invadirei aos meus sonhos
... E aos teus sonhos.
Direi da sensatez
- ou quem sabe –
Da altivez.
Não. Eu não planejarei
Mas, acreditarei

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Não me detenhas

Dá-me a tua mão...
Mostra-te,
Sinto-te,
Mas não me detenhas
Provoco as tuas chamas
Permite que a minha loucura 
Se enlace a tua lucidez.
Façamos desse encontro uma aventura
única e interminável noite,
... Manhã... Dia.
Ma sejamos loucos
Loucos saudáveis
Conscientemente inconsequentes!
Vamos provocar
Explorar os sentidos,
E tateando os contornos
Descobrir e admirar.
Preencher com as mais loucas fantasias
As mais diversas harmonias
Numa fusão total...
E nessa troca de fluídos
Conscientemente, ou não
Saciar a tua, a minha... A nossa sede
Mergulhando ambos
Deliciosamente
Nas densas águas do viver.




Despertar e saber


Basta me acordar e saber
Que a cada dia
Há um novo dia,
E em cada dia esta você.
Mesmo perto ou distante
lembra de mim e me encanta
Com a beleza do teu ser.
Um homem moderno,
Atual,
Diferente (nada igual)
Até foge do convencional
Aprecia  a beleza da flor
Engrandece-se com o amor
Reconhece a mulher - por dos ângulos:
Mulher anjo ou mulher demônio!
... Ou quem sabe, a mulher flor.