segunda-feira, 28 de novembro de 2011

As Aparências

Pensamos, às vezes,
Que não restou um só dragão.
Não há mais qualquer bravo cavaleiro,
Nem uma única princesa
 A passear por florestas encantadas.
Pensamos, às vezes, que
A nossa era está além das fronteiras, 
além das aventuras.
 Que o destino 
já passou do horizonte
 E se foi para sempre.
É um prazer estar enganada.
Princesas e cavaleiros, 
encantamentos e dragões,
Mistério e aventura...
Não apenas 
existem aqui e agora, 
mas também continuam
A ser tudo
O que já existiu nesse mundo!
Em nosso século, só mudaram de roupagem. As aparências 
se tornaram tão insidiosas,
 Que princesas e cavaleiros
podem se esconder
 Um dos outros,
Podem se esconder
Até de si mesmo.
Contudo, os mestres da realidade
 Ainda nos encontram
Em sonhos
Para dizer que nunca perdemos
O escudo de que precisamos
 Contra os dragões,
que uma descarga de fogo azul
nos envolve agora,
 A fim de que possamos mudar
o mundo como desejarmos.
A intuição sussurra a verdade!
Não somos poeira, somos magia!
Fecharei os olhos e buscarei seguir
 – se deixares –
A sua intuição.



Um comentário:

  1. Olá Káthya. Gostei imenso deste seu texto. A verdade como pertencendo ao reino do pressentimento. Muito obrigado pela beleza do poema e riqueza da reflexão. Boas Festas.

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