Santa Maria: tragédia anunciada?



O incêndio na boate de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, figura na história recente de calamidades, como enchentes, desastres aéreos e desabamentos, que ganharam notoriedade graças aos meios de comunicação modernos, como a TV e a internet.
Um traço comum em todas essas catástrofes é a tolerância ou conivência das autoridades com pequenos delitos, o chamado “jeitinho” brasileiro. Na boate Kiss, técnicos e peritos identificaram uma série de irregularidades. Um conjunto de normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) norteia a elaboração de leis estaduais e decretos municipais.
Para muitos, contudo, sai mais barato pagar propinas do que atender às normas de prevenção. O incidente na boate Kiss provocou mutirões de fiscalização e denúncias de irregularidades, que levou ao fechamento de centenas de casas noturnas em todo o país.
Entretanto, hoje, no Brasil, não existe uma lei federal que determine medidas de prevenção de incêndios, apenas leis estaduais e decretos municipais. A fiscalização fica a cargo das prefeituras e do Corpo de Bombeiros.
O que todos esperamos é que a Justiça prevaleça e que as dores das famílias das vítimas sejam ao menos minoradas, uma vez que é certo que houve superlotação, falta de fiscalização, estrutura deficiente e uso indevido de pirotecnia.

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