Peso da Vida


Acordei. Tudo escuro
O nada ao meu redor
Sombras...
Levantei.
A madrugada é covarde
Deixa-me sombras e o relento
Sem pão e sem água
Só o peso, no coração.
Viver sem noção do tempo
Sem motivos para reclamar.

Deitei. O escuro se alastra
As sombras me atormentam
Sozinha e sem perdão.
Já não há raiva do mundo
Não existe o que culpar
E quem sou eu para reclamar?

Fecho os olhos.
As sombras invadem.
Tomam conta de mim
Lágrimas em meu rosto
Como chumbo mas só desgosto.

Cada dia a minha história.
Cada erro um sentido
Cada palco um paraíso
Cada canto um martírio.

Adormeci...não pensei em mais nada.
Quem sou eu para ter sonhos?
Que sou eu para ter pesadelos?
E que estranho peso desse ser...
Quem sou eu?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Lixo: questão de cidadania e responsabilidade social

E porquê é natal....

Consumismo e Ostentação