Eu mereço um netbook

Vida de professor-educador no Brasil é quase que ir em busca de um País á espera de ser descoberto. Daí que invisto na profissão não com a esperança de enriquecer, mas de recriar a realidade de um povo sofrido mas extremamente perseverante. Acredito que ser educador é uma especialidade tão rara quanto ir  em busca de uma pérola no fundo do mar; é uma das profissões mais antigas e mais importantes, tendo em vista que as demais, na sua maioria, dependem dela. Todavia, vivemos o caos salarial até a morte, mesmo buscando especializações, cursos para capacitação, e lutando para conseguirmos sobreviver sem nenhum respaldo, sequer a assistência médica. Ser educador requer doação da alma e dos sonhos. Ter um netbook é querer se imaginar chegando ao 3º milênio, antenado na modernidade.  

 O professor dedica a sua essência na tentativa de criar um mundo melhor; alia-se aos livros, a papéis mesmo que amarelecidos como se dentro dos pergaminhos saltasse a palavra mágica, e ainda assim vivenciamos em nossa bela e árdua tarefa de ensinar, o caos social que se reflete nas salas de aula superlotadas, e nos colégios sem inspetores suficientes. E, sobretudo, sem orientadores educacionais, ou psicólogos, parceiros  essenciais à demanda crescente de adolescentes com graves problemas emocionais (que nem sempre a família absorve). São problemas que temos de enfrentar, em detrimento da nossa saúde física, emocional e psicológica.

Os blogs, hoje tão presentes na vida, constituem-se em um dos meios para que possamos compartilhar as nossas vivências, e quem sabe, participando do concurso cultural diHitt possa dizer:
- Ufa! Agora eu tenho um netbook.
      

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