sexta-feira, 12 de outubro de 2012

15 de outubro:Dia do Professor


Debruçada diante do palco da minha existência, jamais compreendi que o verdadeiro educador haveria de se deixar vangloriar com a lembrança tão pouco significativa de uma data:15 de outubro.
Somos - principalmente na atualidade - tudo e muito mais, na vida de cada um dos nossos semelhantes, e muito mais, em nossa própria vida.
A arte de ensinar é difícil demais para que alguém nela se envolva por comodismo ou para auferir ganhos. A construção do saber envolve a alma de tal forma que reluz diante das nossas atitudes.
É bem verdade que vivenciamos a era da falta de barreiras diante das situações que demandam à nossa frente; Mas, por outro lado, se demonstrarmos segurança e limites diante dos desafios, certamente seremos vencedores, e contemplados por nossa firmeza e caráter.
Proponho a cada um que busque o elo, e não deixe escapar. E, se possível, envolva ao seu semelhante com a firmeza que lhe é peculiar, pois somos vencedores.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Flores de Melancolia



Este Anjo que me guia 
Desde a mais tenra idade, 
Entre as flores da melancolia 
Desfolha a minha mocidade.

Este que me acompanha e me vigia, 
Sorrindo um sorriso de bondade, 
E, na dor é pão de cada dia, 
Me sustenta contra a iniquidade. 

Bendito seja, enquanto eu viva 
A debater-me em trevas infantis 
Como ansiosa patativa
A debater-se em jardins.

E sobre o meu túmulo, tristonha
Distenda as asas misericordiosas, 
Velando por quem sonha
Até o chegar da aurora.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Não é sonho.



Avisto uma luz vermelha
Bem longe...
Ela pisca como sirene
Em emergência
Mas não emite som.
Abro os olhos lentamente
- Que estranho.
Vejo que estou bem alto
Sinto-me voar.
Não controlo. É incrível.
É muito lindo.
Aprecio e desfruto.
De repente imagens,
Fico tonta, esta turvo.
- Não quero ir desse mundo.
- O que acontece?
Eis que poderei voltar,
Um dia ...Quem sabe!
.........................................
Agora vejo a minha casa
Do nada tudo retorna
Todavia não é um sonho.

sábado, 18 de agosto de 2012

97 anos: SABEDORIA e DOR.





Nem imagino e nem tenho sabedoria o bastante para sequer compreender, o que é vivenciar quase um século, diante de uma humanidade a cada dia mais distante do verdadeiro ser.
Creio mesmo que ultrapassar a barreira do som, transpor aos mistérios do universo, e tantas outras fronteiras ditas como intransponíveis é muito menos do que ter nascido no início do século XX, e vivenciar lucidamente as loucuras do século XXI.
Sim, ver, sentir, ouvir e compreender e nada poder mudar ou ao menos tentar readaptar é uma das tarefas mais difíceis para quem observa com o olhar de lince, e perspicácia de uma águia, aos encantos e desencantos das épocas.
Imaginar-se no planeta dito como o seu, e não ter diante de si mais nada do que viu desfilar da sua aguçada retina: pais, parentes e amigos que há muito seguirão em direção ao universo contemplado, costumes, hábitos, músicas, e a tão temida tecnologia avançada com efeitos em 3D, tornam-se quase que conto de fadas, ou histórias que desabrocharam de um livro cujas páginas são escritas com a verdadeira narrativa da vida.
E a velhice tão cantada em versos, apenas desafia a linha melódica, pois a rima é triste e dolorida como tudo o que é oferecido aos nossos idosos. E, falar desse assunto é bastante triste e doloroso, uma vez que para reagir contra o estigma e à discriminação dos idosos, por exemplo, se faz necessária uma abordagem em diversos aspectos.
As correrias do dia a dia, as mudanças constantes de paradigma conduziram o homem a agir irracionalmente, e esquecer-se dos valores ancestrais. Num contexto onde tudo se dissolve, tudo se apaga, são deletados todas as situações que não oferecem algo em troca, que possa garantir o “lucro”... E o idoso-para esse mundo irracional – é prejuízo!
 E anestesiados pela dor da solidão, do abandono, os nossos velhinhos aguardam o dia da partida cultivando as suas frustrações, as suas dores, as suas lágrimas contidas nesse recorte de tempo em que ciclos abrem e se fecham, todavia não conseguem trancar ao coração que pulsa na esperança de um simples aperto de mão.

domingo, 12 de agosto de 2012

12/08/2012: Dia dos Pais.






Neste mundo de tantas dificuldades, encontrar pessoas dignas de respeito é algo quase impossível. Mas essa luz brilhou em meu caminho. Eu que ainda busco exemplos encontrei você.
Descobri também que ser pai ou mãe, não é simplesmente fecundar alguém, mas principalmente participar da vida de quem se ama. Por isso, vejo esse exemplo em meu pai, a quem amei em vida e a quem amo tanto.
 Neste dia, onde os filhos buscam palavras para expressar o seu amor e gratidão aos pais, eu busco dizer que feliz daquele que passou pela vida e não deixou apenas a lembrança, mas se fez e faz querido por várias gerações, pelas marcas e sinalizações que, em sua sabedoria magistral, nos deixou o legado moral e insubstituível da sua grandeza.
Ele é o homem que diariamente me inspira a ser um ser humano melhor e mais generoso. Através dos seus exemplos tenho entendido que vale a pena ser uma pessoa honesta, e que a dignidade é um dom, uma dádiva concedida àqueles que a buscam. Ele é a fonte de minhas respostas para as grandes dúvidas que eu tinha. A luz para a minha vida, para o meu caminho, pois não é o meu pai tão somente, ou apenas o melhor pai do mundo: é o meu PAI , é aquele que esculpiu em minha vida a felicidade maior de ser eu a sua filha, a sua querida filha.... e ele. Ah! MEU PAI.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Sera RAÇA, a humana?


Não acredito na raça humana,
Não acredito sejamos racionais,
Não acredito que tenhamos sentimentos.
E nem creio no amor ao próximo.
O homem é vingativo e sem pudor,
É cruel e cheio de artifícios,
É asqueroso e dissimulado,
É astuto e ardiloso.
Usa da alma para encobrir-se
Da dor para fazer sofrer
Da lágrima para banhar-se...
Esforça-se para lembrar,
Esquece-se de saber viver.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Imagens



Voltei do passado. Acordei.
Reuni forças e busquei rumo.
Olhei para trás... Não sonhei.
Vi em cada pedaço,
O retrato do que passou.
Reuni imagens, contemplei:
Estavam tão perto e tão distantes.
Relembrei.

Cumprimentei ao ontem,
Reverenciei ao futuro,
Pedi clemência, chorei a paz.
Tudo é tão novo!
É tão singelo ver o presente
Porém, é tão difícil perceber.
O tempo passou....
Algo ficou para trás
Não apenas as lembranças
E não tem como reaver.

Busco nas experiências o que resta,
No desacato o raciocínio,
Na dor a esperança,
Na vida, o renascer.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Mundo estilhaçado.



Embalsamados pelo ardor das eras, seguimos rumo ao desconhecido, ou tememos afirmar que o temeroso ardil que desenhamos esta estabelecida em nossa existência.
Poderíamos ao passar dos anos querer crer que o homem vislumbraria aos conhecimentos de toda e qualquer natureza – porém, o foco, o maior objetivo deveria ser estabelecer a união e a paz.
Todavia, é necessário explicitar que tornaram-se canibais escolarizados e eivados em consciência do mal que são capazes de provocar.
Haveríamos de buscar questionamento diante de alguém que é capaz de atear fogo em seu semelhante por mero prazer? Ou aquele que se regozija por ter fatiado a outrem com quem reproduziu a sua espécie, e trocou juras de amor?
Ah! A selvageria expande-se a tal ponto que os homens são capazes de provocar o infortúnio, o desespero em seres considerados irracionais, deixando-os abandonados, trancafiados, sem a alimentação básica (água e comida), sem direito a defesa, e provocando o questionamento:
 Se não raciocina por que ao ver o outro sem vida fê-lo tornar-se o seu alimento? E, por que poupou ao moribundo?
Vimos a cada dia que mais e mais as catástrofes impiedosamente se amontoam estilhaçando vidas.
Em cada dor a transmissão do refletir diante da estupidez humana, incapaz de obedecer ao seu próprio universo.


domingo, 8 de julho de 2012

Terra descendente


Amor-família- infâmia.
Imunda, terra descendente.
Nasce – morre. Envolvente.
Quem sabe pode ser gente!
Laços sanguíneos,
Correntes estreitas,
Apertadas,
Amaldiçoadas,
Escolhas erradas.
Dias frios, noites quentes,
Esperas incandescentes
- Jamais decentes.
Vixe Maria, ô gente.


terça-feira, 3 de julho de 2012

Beijo que beijo.


Quer um beijo?
Só se for bem molhadinho...
Daqueles de passar a língua nos lábios...
Brincando de pega... Pega.
Beijando bem de mansinho.
 Desce ao queixo... Beija e salpica
Escorrega até o pescoço,
Vem ao ombro... Beija, e lambe.
Que coisa mais tonta e louca!

O sussurrar de belas palavras
Atiça ao meu coração
E o reencontro de beijos loucos
Revelam grande emoção.
E mãos no percorrer do corpo
No calor da pele,
Em corpos... Em explosão.
São doces e íntimas carícias
Mas no fundo é ilusão
.

sábado, 30 de junho de 2012

LOUCOS SIM.




Insanos e loucos, cada um de nós é um pouco.
O mundo é sim e verdadeiramente dos loucos,
Mas os loucos do ser e não do ter,
Do amar e não apenas desejar,
Do querer e não possuir,
Do sonhar e poder acordar.
Jamais o mundo seria mundo
Se não houvesse os loucos.
Porque a loucura é a certeza da insanidade que somos racionais.
É através dela que convivemos
E aprendemos.
Que em cada dia uma lágrima escorre,
Para que possamos limpar os olhos
E enxergar a vida,
O maior dom
Oferecido por Deus...
Só nos cabe, agradecer. 

terça-feira, 19 de junho de 2012

MEU BRASIL que VERGONHA! Estou em luto.


Quando os jesuítas chegaram por aqui eles não trouxeram somente a moral, os costumes e a religiosidade europeia; trouxeram também os métodos pedagógicos. Assim, os portugueses trouxeram um padrão de educação próprio da Europa..
Na verdade não se conseguiu implantar um sistema educacional nas terras brasileiras, mas a vinda da Família Real permitiu uma nova mudança, todavia a educação continuava em um patamar secundário. E a situação é tão triste que se observarmos com carinho, podemos ver que o Brasil foi achado em 1500, mas somente em 1934, surge a nossa primeira universidade em São Paulo.
Nada se fez ou se faz pela educação, continuamos a ser açoitados como irracionais, e a nossa base escravocrata em muito permeia as nossas vidas, para acreditarmos que a música, e apenas ela, será o consolo para as nossas vidas. É como se o cantar consolasse as nossas dores, vez que o homem que não pensa, é incapaz de debater e expor as suas ideias e ideais.
Os séculos passaram, muito se “inventou” ou se fez no “modismo”, mas o certo é que praticamente nada foi construído. O Norte/Nordeste continua atrelado a seca e a fome, em busca de consolo para as suas dores que são muitas, o restante do Brasil e principalmente o Sul/Sudeste querem esconder-se por um véu sombrio de outras colonizações, e pisam ao solo fértil e não cultivado das terras férteis e usurpadas, migrando dentro da sua própria contestação.
Ao invés de termos um povo varonil, o que se vê é um povo varado ou traspassado pelo seu próprio sangue, onde o algoz é o seu próprio povo.
Brincamos de educar ao encararmos ainda no século XXI professores despreparados, sem o menor senso de responsabilidade para transmitir ao educando que ele – educador – é a chave mestra dessa engrenagem louca nesse país. Assuntos em cadernos ou lousas cheias de anotações não se constituem em aprendizado; é preciso fazer com que o outro seja o grande aliado e propague para outros o poder do educador. É preciso respeito ao colega e saber diagnosticar com dignidade o momento de avançar.
A Bahia vivencia uma triste realidade onde o número de crianças e adolescentes “expulsos” das suas aulas devido a uma dolorosa greve, angustia não tão somente aos pais de alunos da rede pública, mas a todos os que um dia vivenciou ao ensino público, e orgulha-se de ter sido integrante dessa época.
Enquanto isso, bandas de pagode ou de outros ritmos, escarnecem aos nossos ouvidos e a nossa moral, através de letras ou danças obscenas induzindo ao que outrora era dito como prostituição. O que fazer se não temos líderes e nem confiamos nos nossos governantes?
Voltamos à era onde a guerra se instaurou e nem foi identificada, onde as pessoas sequer sabem que, certamente estão sendo conduzidas para algozes da fome, da saúde, e da tão sofrida educação.
BRASIL, MEU BRASIL BRASILEIRO!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Corrupção ?



O sujeito ficou revoltado,
Ao ver ali adiante “simpático” meliante
- embora bastante arrogante,
Que roubava a estudante.
Ainda pequenina... Quase menina,
Talvez na flor da idade,
- e não era da cidade.
Ela mal sabia que a cotovia
Cantava todos os dias,
Perto da janela, da casa da minha tia.
Despertava a rodovia
Para tudo o que ali ocorria.
O povo estarrecido e corrompido
Nem ligava a cantoria.
Na verdade já sabiam
Das travessuras do dia a dia
Do ladrão que ali aparecia
Levando com insensatez
As migalhas do burguês, do pobre... E da vida.
Safada foi minha tia!
Ouvia aos gritos do povo
E ate achava um colosso
Ou algo fenomenal.
Dizia que ficar em silêncio
Gerava os seus por cento
O leite, a merenda do rebento.
A casa e o seu “aumento”
A janela no fundo do quintal.