quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Não estamos prontos para o retorno





Não estamos prontos para o retorno. Em verdade, tememos pelo invisível, por tudo o que desconhecemos, por incertezas, por aquilo que foge ao nosso controle.
Por instantes nos mostramos valentes, ambiciosos, sedutores, gananciosos, orgulhosos ou amorosos...por reflexos – e não reflexão – invadimos a privacidade alheia, e tentamos expurgar as nossas revoltas interiores com a navalha afiada da nossa língua em detrimento do outro. E quantas vezes, sem que nos apercebamos julgamos e pré julgamos aos nossos semelhantes!
Admitamos que a inveja e a soberbia ultrapassam as nossas fronteiras tão egocêntricas, e descortinamos a um horizonte que sequer sabemos se um dia estremos a nos aproximar. Falhamos e persistimos, cobramos e não pagamos, revelamos o que nunca a nós foi revelado.
E, nessa pressa louca de se apresentar como verdadeiro conhecedor de todas as coisas nos julgamos superiores, esquecemos o quanto inútil e desprezível somos diante do universo contemplativo.
Quisera retornar ao passado e modificar tudo o que já está escrito ... todavia o tempo é implacável, e não nos dá uma segunda chance. Estamos à mercê das nossas escolhas e diretrizes, e por diversas situações incorremos ao mesmo erro acreditando que o resultado poderia se transformar.
Assim, esperamos por novas e inesperadas ou não inclusões, como se o destino fosse uma peça teatral que, ao apagar das luzes, a cena se modificasse.
 O espetáculo é o mesmo, apenas não aceitamos por ingratidão a tudo o que já foi ensinado. Quem sabe a dor, a angústia vão afagar a maior obra da criação: o homem... Quem sabe o homem não vai machucar a dor de tal forma que ele mesmo não suportara as suas atrocidades ... Quem sabe - um dia - o verdadeiro HOMEM se fara presença, e seremos todos incapazes de contemplar a LUZ! 

domingo, 6 de novembro de 2016

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA NO BRASIL




Em meio a um turbilhão de crenças, o ser humano procura encontrara a sua própria identidade. Dentre tantos preceitos, crê na imortalidade da alma, na pluralidade da existência e, através da simbologia e tantos mitos, exerce diante do próximo, a intolerância religiosa como resposta para a própria fé.
Alguns creem que o corpo é tão somente um tênue fio que se fortalece através do espírito, o qual permanece na eternidade. Todavia, para muitos não há fatos comprobatórios ou científicos para tal pensamento.
Mas, por que o ser humano após tantas descobertas e evolução, permanece inflexível quando se trata da religiosidade?
O Brasil é o país da pluralidade e preceitos religiosos tão presentes na diversidade do seu povo, o qual tem no catolicismo inesgotável fonte tradicionalista, o crescimento dos evangélicos e, em seu berço – não há o que se negar – a influência afro através do candomblé e das suas múltiplas vertentes.
É mister buscar o encontro do pensamento, ideias e ideais, onde sobretudo, o respeito seja a base sustentável para um mundo melhor, pois no Brasil a a liberdade individual de escolha de sua religião e de expressão de suas crenças é assegurada e após a promulgação da constituição brasileira de 1988 o Brasil ganhou status de estado laico.

Prof.ª Káthya Ferreira

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Chegou a hora do ENEM 2016

AOS MEUS ALUNOS:

Sim. Decididamente estou muito feliz e orgulhosa por cada um de vocês que passaram e, certamente, ainda vão passar em minha vida. 
Meus queridos estudantes e eternos aprendizes que somos, o ENEM é tão somete uma etapa a ser cumprida, pois lembrem que a grande lição a cada segundo aprendemos. E, é preciso nesta verdadeira lição, buscar o significado da nossa existência.
Parabéns aos pais, familiares e a todos os que de alguma maneira esteve e está presente em suas vidas. Um beijo para os meus alunos de todas as cooperativas de ensino que entusiasticamente representam o verdadeiro sentido de cooperar. Avante!
Quantos de vocês bem sei do esforço para concluir ao ensino médio em um País onde a educação é tratada com indiferença e desleixo, onde os mestres são tratados como subservientes de uma Nação, que tenta a cada instante evitar que a cegueira mental atinja por completo a todos os brasileiros, onde o civismo desce no esgoto podre formado por aqueles que são verdadeiros dejetos humanos. 
Todavia, acreditem: ainda é possível fazer a diferença. Não somos vencidos e sim VENCEDORES


terça-feira, 18 de outubro de 2016

A medicina da cura pelo olhar dos nossos índios







Historicamente os índios têm sido objeto de múltiplas imagens e conceituações. As diferenças culturais dos povos indígenas, dos afrodescendentes e de outros povos portadores de identidades específicas foram sistematicamente negadas, compreendidas pelo crivo da inferioridade e, desse modo, fadadas à assimilação pela matriz dominante.
Os índios se sentem parte da natureza e não são nela estranhos. Para os povos indígenas não existe doença natural, biológica ou hereditária. Ela é sempre adquirida, provocada e merecida moral e espiritualmente. A saúde sim é natural, pois é a própria vida, uma dádiva da natureza, mas cuja manutenção depende de permanente vigilância e cuidado contra os espíritos maus da natureza. A doença, portanto, é o resultado da luta interna da natureza entre os espíritos “bons” e os espíritos “maus.”
De maneira geral, os povos indígenas concebem doença como intervenção de alguma força da natureza, seja como reação da própria natureza ou por meio da ação provocadora do pajé, xamã ou benzedeiro. Antes da chegada dos portugueses, e com a eles a medicina científica, seus remédios e tratamentos eram mais eficientes, pois conheciam as doenças que os acometiam. Os colonizadores trouxeram com eles outras doenças das quais os índios não tinham noção e não podiam curar – aliás, muitas dessas doenças trazidas nem mesmo os europeus sabiam ou sabem curar até hoje. Muitos especialistas da área médica reconhecem que os povos indígenas brasileiros, por ocasião da chegada dos portugueses, já conheciam mais de 2 mil plantas medicinais e muitos povos eram capazes de realizar operações e cuidar de fraturas ósseas.
A medicina indígena é uma das expressões culturais que mais se mantiveram. A própria Organização Mundial de Saúde (OMS) tem se interessado em resgatar e valorizar as tradições da medicina indígena como um conjunto de conhecimentos e valores ancestrais que seguem cumprindo, na sociedade contemporânea, funções importantes, como o trabalho das parteiras, a eficácia das plantas medicinais e os conhecimentos dos pajés.
Intuíram o que a ciência empírica descobriu: que todos formamos uma cadeia única e sagrada de vida, por isso, a atitude de respeito em relação à natureza. Tudo é vivo e tudo vem carregado de valor, de espírito e de mensagens sobre os segredos da vida que os homens precisam decifrar para viver. Para os índios, o invisível faz parte do visível, assim como os não-humanos fazem parte dos humanos. Assim, os índios nunca buscam controlar e dominar a natureza, mas tão-somente compreendê-la, para que se sirvam dela com respeito para tirar o seu sustento e a cura para as doenças consideradas como o resultado da transgressão das leis da natureza e da vida. A natureza não é um recurso manipulável, mas um habitat, uma casa, um lugar em que se está e onde se vive. O território é um lugar sagrado, no sentido de que ele é o próprio gerador da vida.
Os saberes indígenas respondem às suas necessidades e desejos. Suas crenças, valores, tecnologias etc. provêm de um conhecimento comunitário prático e profundo gerado a partir de milhares de anos de observações e experiências empíricas que são compartilhadas e orientadas para garantir a manutenção de um modo de vida específico.
Mas, os povos indígenas, ao longo de mais de cinco séculos de contato com o mundo global, aprenderam também a conhecer e a valorizar a medicina dos brancos, centrada no uso intensivo de medicamentos e de equipamentos médicos e na concepção de doença como algo biológico, que é materializado e expresso nas demandas crescentes por medicamentos, hospitais, laboratórios e outros meios científicos e tecnológicos.
Podemos concluir que cada cultura tem forma própria de organizar, produzir, transmitir e aplicar conhecimentos – conhecimentos sempre no plural. Os conhecimentos indígenas são essencialmente subjetivos e empíricos, por isso mesmo livres de métodos e dogmas fechados e absolutos, e se garantem na efetividade prática e nos resultados concretos que acontecem no seu cotidiano. Não importa como funciona, importa sua eficácia. A natureza, e não o homem, é a fonte de todo o conhecimento. Cabe ao homem desvendá-la, compreendê-la, aceitá-la e contemplá-la.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

O Poder do Eleitor


Será que precisamos pensar rápido? Infelizmente as tragédias acontecem, e depois quando refletimos, recordamos do velho adagio:"bem que eu disse" ou " a brincadeira se tornou em coisa séria ," e por aí vai. 
Mas, as eleições se aproximam e ainda existem pessoas que dizem vão votar num "doido" que de maluco não tem nada, porque acha engraçadinho. E aí me questiono: Por que o voto é obrigatório? Por que pessoas sem compromisso vão as urnas? Por que escolas desde cedo não incluem no currículo Ciência Política? 
O Brasil é um País que deve ser respeitado, e não vivemos em colônias, e sim em estados com suas respectivas capitais que precisam cada vez mais desenvolver se. Não podemos nos refugiar em um grande sanatório. ..ou você está sem noção?
 Vamos votar com seriedade, sem segregação, com respeito, sem comparações desleais apenas para iludir aos desinformados. Não vamos fazer da eleição mais uma forma de desestabilizar, pois em time campeão não se mexe e sim buscamos aplaudir. Kathya Ferreira

sábado, 2 de julho de 2016

P...a...r...t...i...r



Preciso comprar minha *terrinha*
Pra que eu possa “descansar” ... em paz.
Não quero que reclamem,
Ou exaltem o não sei o quê.
Mas, se prossigo vou conformada,
Ou inconformada pela insensatez.
Não desejo causar polêmicas,
Nem tampouco o questionar.
Preciso partir serena,
E pedindo pra não voltar.
Quem sabe por outras “bandas”
Encontre o que vou buscar:
A certeza da serenidade,
A decência do verbo amar.
E que seja eterno,
E pra sempre vá durar,
Envolva o belo sonho,
Encante sem machucar.


terça-feira, 21 de junho de 2016

Quem segura, atocha.

 



Tocha atocha a sem toca,
Que da toca tirada foi.
Enjaulada, sacrificada,
Alegoria do que restou,
Ultrapassa a dor que não passa ...
Mas, foi alvejada ... e nem lutou.
Uns querem tocar na tocha,
Sequer sentem a própria dor,
Enganam-se na falsa ilusória
Em um “filme” multicor(?)
.....................................................
Enquanto a tocha acesa e “apagada”
Vira e revira sem clamor
Num País de pederastas
Só nos resta o desamor.



sexta-feira, 27 de maio de 2016

Não posso me calar



Como mãe, mulher, professora e advogada que por muitos anos atuou na área criminal exponho o meu pensamento acerca do caso de estupro ocorrido no Rio de Janeiro.
O século XXI dito como de “avanços” deu um recuo sem precedentes ao tratar de algo que é essencial para o ser humano: o respeito a família. E, quando cito família quero também que fique claro, a verdadeira família cristã.
O amor ao próximo é essencial, entretanto observamos que seres humanos são “vomitados” diante da cruel crise de existencialismo, onde o que se vê é um circo de horrores, a barbárie.
Onde e como podemos aceitar filhos que não encontram valores na própria família? Sequer tem o aconchego e o exemplo dos pais? E o que dizer das escolas que hoje negligenciam? Por quê fazer de conta que tudo ocorreu “PORQUÊ”????????
Não existe justificativa nem palavra que consiga expressar a violência seja ela qual for.
Meu Deus, cuida dos nossos heróis e sobreviventes, pois tenho a honra de ser presença diante de muitos que cultivam valores. A jovem que injustificavelmente foi a presa dos seus algozes jamais será recuperada porque a dor na alma não se cura.
Parabéns a todos nós que tivemos a honra de ficar no castigo e levar sova dos nossos pais, a viver em uma época que andar na chuva, brincar na areia ou na lama, correr atrás de borboletas, de esconder, brincar de roda, e tantas outras recreações nos deixaram mais alegres e capazes de sentir o coração do nosso irmão parar de bater.
O que encontramos no século das inúmeras futilidades é a apoteose da falta de essência, a superficialidade, a ausência da harmonia, a dor da profunda ferida que destrói as almas.
Se posso pedir algo ao meu filho, sobrinhos e alunos (Ex alunos não existem), o farei. Continuem com essa pureza de espírito, esse brilho no olhar, essa responsabilidade que tão sabiamente adquiriram dos seus pais, e traduzam essa emoção para a geração que lhes é confiada, pois é preciso declara o amor com firmeza e dignidade, sabendo exemplificar e ser exemplo.
E que Deus nos abençoe, Káthya




Me pergunto a todo instante
Se nesse mundo existe a presença de um deus.
Seja ele preto ou branco, amarelo ou sem cor
Necessita se fazer ver, e mostrar o seu valor.
Não existe um só viajante
Dessa esfera multicor
Onde os sentidos são "sentidos"
E repercute em forma de dor.
São mulheres, homens ou crianças
Animais indefesos e sem vigor.
Todos torturados, abalados,
Indignados pela ausência do amor.
Gritos são abafados,
Choros incontidos pelo pavor,
Risos inconformados,
Diante da perversidade do horror.
Alguns declaram que é o
progresso,

Crescimento ou o que for!
O fato é que a desgraça
No mundo se instaurou.





quinta-feira, 5 de maio de 2016




Gostaria de cumprimentar a todas as mães: as que pariram por seu próprio ventre, as que se entregaram a maternidade pelo amor incomensurável e incontido, as que sonharam embalando um bebe em seus braços, ou até mesmo sonharam e não se predispuseram a desafiar e aprender o maior de todos os dons: o dom do amor.
Maternidade não é simbologia, nem precisa de adjetivos para se qualificar, até porque não existe entre as palavras, uma classe para destinar. Todavia, se faz necessário saber maternar, amparar, entender, criticar, superar ... ensinar.  E, por mais sublime que seja, de nada adiantaria envolver se num ato tão sagrado, se não souber amparar e ser amparado pela sabedoria do não!
E as afirmativas são sucessivas, e muitas vezes tão doloridas, tão desprezíveis que nem são compreendidas, e se envolvem na magia dos sentimentos, que se faz apodrecer diante da dor por não saber conter na melodia doce da negativa diante do perspicaz “esplendor”.
São momentos inexplicavelmente invencíveis, porém por serem antitéticos, tornam-se poderosos e doadores, gananciosos, perturbadores, amorosos e, por que não mencionar, deliciosamente sem pudores.
São meninas, mães, mães meninas, velhas, velhas mães e tão sozinhas, tão entregues a vida, a vida vidinha, detentoras da supremacia, que nenhum poder vai superar. São capazes de encarar o universo, viajar por todos os mares, envolver se na nebulosidade, ou no encanto de uma noite de luar. Transformam o mundo e se transformam, fogem desesperadas de gaiolas, e conseguem a plenitude alcançar! São mães ... são mães ... suavemente e decididamente ... são mães.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Hipocrisia




Existem amores e desamores
E precisam de  sabedoria, 
Serão histórias com começo e fim,
Acabam como retratos de amo,r
Dissipam-se como ondas no mar,
São frágeis, fúteis, vazias,
Eivadas de harmonia,
Ou completas de desamor.
São pedaços contados da vida,
Casos ou acaso as escondidas,
Retratos deixados na dor.
Perpassam por muita agonia
Explodem meio a hegemonia,
Cansadas pelo desamor.

terça-feira, 29 de março de 2016

Seguirei





Os prazeres da vida devem ser vivenciados
É preciso permitir a felicidade
Eu mereço após tantas coisas,
É necessário a satisfação do ego
Vou me divertir
Afastar-me voluntariamente do desprazer.
Estimular o que me parecer satisfatório
Satisfazer aos meus sentidos
As coisas belas, gostosas, estimulantes
Observarei.
Vou na direção da felicidade,
Muitos vão tentar me persuadir,
- Nem sempre com más intenções–
Ainda assim, me afastarei
Quero chegar aos meus verdadeiros objetivos
Seguirei a minha sua própria intuição!



segunda-feira, 28 de março de 2016

Não Tô Nem Aí





É chegado o momento:
Vou romper com a estagnação.
Cortarei implacavelmente todas as coisas,
... pensamentos, hábitos e até pessoas.
Procurarei sustentar meus pensamentos,
Também as minhas opiniões.
Não importa se desencadearei antipatia.
É o meu momento de renovação
Buscarei ideias novas que fervilham
Tomarei iniciativas que vão me retirar da rotina e do tédio.
Embarcarei em nova e deliciosa aventura
Não me preocuparei tanto.
Estou na fase da vida onde a atitude mais sedutora
É aquela que não prima pela docilidade,
Mas que se compromete com a verdade.
Ainda que não agrade não há como negar
Sou o poder da sedução
Sei agir com integridade
Sou fiel à verdade!