sábado, 26 de outubro de 2013

Pré sal e o meio ambiente



Pré-sal é o nome dado às reservas de hidrocarbonetos em rochas calcárias que se localizam abaixo de camadas de sal. É o óleo (petróleo) descoberto em camadas de 5 a 7 mil metros de profundidade abaixo do nível do mar. É uma camada de aproximadamente 800 quilômetros de extensão por 200 quilômetros de largura, que vai do litoral de Santa Catarina ao litoral do Espírito Santo.
Ela é chamada de Pré-sal, em razão da escala de tempo geológica, ou seja, o tempo de formação do petróleo. A camada de reserva de petróleo do Pré-sal se formou antes (daí o termo “Pré”) da outra rocha de camada salina, e foi encoberta por esta, milhões de anos depois.
A profundidade em que ele se encontra supera mais de 7 mil metros. Este petróleo está debaixo de dois quilômetros de água, mais dois quilômetros de rocha e, por fim, outros dois quilômetros de crosta de sal.
Muitos ambientalistas e pensadores se opõem à forma de pensar do Brasil, quanto ao investimento na exploração do Petróleo, pois acreditam que isto pode tornar o Brasil um vilão do aquecimento global.
Todavia vários fatores devem ser levados em consideração, pois os benefícios e comodidades conseguidos por meio deste óleo tão precioso, podem em um futuro bem próximo significar justamente o contrário.

domingo, 20 de outubro de 2013

A Hipocrisia Humana





Fico impressionada com o alcance da hipocrisia humana quando dou uma parada e olho o mundo ao redor. Chega a ser asqueroso o modo como as pessoas reagem diante de determinados fatos.
Percebo nessa sociedade doente, fraca e hipócrita como não tem moral para falar de dignidade, ou da ética, porque ela é antiética em sua essência. Ela despreza a liberdade, repudia a igualdade, se diz que defende aos valores, isso é tática de demagogia.
Mas, se reportarmos aos tempos passados, perceberemos que o ser humano tornou-se um grande vilão estuprador de almas. A história das civilizações nos contempla com muitas matanças, barbáries, pilhagens e instituições que legitimaram a hipocrisia em nossa civilização.
Basta encarar com coragem, sem piegas, a comédia do natal que acontece todo final de ano nos chamados encontro de confraternização. O evento não tem nada a ver com o aniversariante, é apenas uma data comercial que serve para consolidar o domínio do deus capital e toda aquela hipocrisia rasteira pela qual Jesus foi crucificado. Em raríssimas e quase que extintas famílias nos deparamos com o verdadeiro e desinteressado amor. Em sua maioria, o que se vê é o desfile de grifes famosas, a troca de presentes caríssimos – e ai daquele que ousa levar uma pequena lembrança! E a farta mesa? Essa não pode ser tocada, enquanto todos os olhos não se satisfizerem de que realmente podem “encher a mesa”. E aja espírito cristão!
Se conversarmos com os nossos conhecidos, observaremos que a maioria diz querer e praticar o bem em relação ao próximo. Mas se isso realmente fosse verdadeiro, por que o Brasil é hoje e mais do que nunca, um caldeirão de miséria e miseráveis?
O que dizer sobre tudo isso? Somos hipócritas!! Sabemos o que precisa ser feito, e como fazê-lo, mas não fazemos nada porque estamos brutalmente anestesiados para encarar com naturalidade as mazelas da vida.
É tamanha a bestialidade da hipocrisia que até diante da morte é notada a compulsória deselegância da infinita estupidez. As lágrimas cedem lugar a insignificância da vida; a dor é visitada por palavras ferinas, cortantes tal qual a navalha afiada. E eis que surge maquiavelicamente a figura de alguém que expõe em ar de nobreza que a sua presença é e deve ser notada para que os presentes saibam: aqui não acaba a vida, pois a soturna e sombria imagem da prepotência se faz ver.
E entre o desespero de poucos é necessário tentar entender que o ser humano é o maior algoz da sua existência. Quanto aos melhores, aos que ainda desejam implantar o amor, que se despedacem, pois o mais forte vence. E nesse jogo, o perdedor não é o predador, mas o arrebatador de tristes desilusões.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Milagres do amor





Tantas cores, imagens e poesia
Poderiam descrever esse amor.
Ele é simples e puro,
Faltam-me palavras,
Faltam-me imagens,
Falta-me até saber poético.
Você é o amor da minha vida
Já não saberia viver distante,
Alguém tão capaz de me dar incentivo
E me mostrar o belo.
Não encontro sossego em meu coração
E se você partisse ou me faltasse
E, diante dessa certeza,
Não posso deixar de reafirmar,
- com toda a convicção, -
Você representa, em carne, osso, sangue e emoção,
O grande amor que vai me acompanhar
Até o fim dos meus dias.
Que o destino ou os deuses ouçam este meu apelo!

domingo, 11 de agosto de 2013

Homenagem Póstuma: Dia dos Pais.



Ninguém conseguiu substituí-lo. E ele se foi, como tantos outros pais ao encontro do Pai maior.
Parece que foi ontem, ou agora. Sua presença impregnou a palavra família em mim, e a sua ausência o vazio; nunca mais a "mesa" será a mesma. Todavia, em nenhum instante deixarei de lembrar-se de tudo o que me ensinou, e dentre tantas palavras ouvidas, uma ressoa forte: CARÁTER!
Meu Pai mais do que um nome, um grande homem, aquele que nesse momento e em todos os outros me preenche o vazio com o seu amor.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Eterna Saudade do Meu Pai


Não era um homem diferente de tantos outros,
Mas era diferente de tudo: era o meu pai.
Seguiu e fiquei órfã.
Vi na sua ausência tantos sonhos se desfizerem,
Tantas e tantas lágrimas derramar.
Percebi o quanto fui fraca, o quanto fui tola.
.........................................................................
Deveria ter gritado alto, e sem temor.
Dizer do orgulho, e das lições que com ele aprendi.
Tinha medo, tinha receios... Tive dúvidas: Eu temi.
Hoje busco no etéreo o desabafo,
Na escuridão o clarão,
Nas incertezas o seu abraço,
Em meu amor a solidão.
No tempo que se esvai vejo e clamo.
Nas luas procuro o estrelar, e vou cantar.
Nos mares navego nos oceanos.
Sigo e persigo aos caminhos sem encontrar.
..........................................................................
E em cada passo é mais um ato,
Que pinto e repinto sem papel.
É mais que uma dor, é quase um laço,
É um nó apertado, é um doce sem mel.

sábado, 3 de agosto de 2013

Os 10 segredos do amor


O PRIMEIRO SEGREDO: O PODER DO PENSAMENTO
O amor começa com o pensamento. Convertemo-nos naquilo que pensamos. Os pensamentos amorosos criam experiências e relações amorosas. As afirmações podem mudar as nossas crenças e pensamentos sobre nós mesmos e sobre os outros. Se quisermos amar a alguém, temos de levar em conta as suas necessidades e desejos.

O SEGUNDO SEGREDO: O PODER DO RESPEITO
Não se pode amar a nada nem a ninguém a menos que antes o respeite. A primeira pessoa que merece respeito somos nós.

O TERCEIRO SEGREDO: O PODER DA ENTREGA
Se desejar receber amor, tudo o que tem de fazer é dar! Quanto mais amor entregar, mais receberá. Amar é entregar-se sem condições e voluntariamente. É praticar ao acaso atos de bondade. A fórmula secreta de uma relação amorosa, feliz e para toda a vida é concentrar-se sempre em o que pode dar em vez do que pode tirar dela.

O QUARTO SEGREDO: O PODER DA AMIZADE
Para encontrar um amor verdadeiro, primeiro devemos encontrar um amigo. O amor não consiste em olhar nos olhos do outro, mas sim em olharem juntos na mesma direção. Amar a alguém de verdade pelo que é, não por seu aspecto físico. A amizade é a terra onde a semente do amor cresce.

O QUINTO SEGREDO: O PODER DO CONTATO FÍSICO
O contato físico modifica uma das expressões mais poderosas do amor que existe, destrói barreiras e cria vínculos entre as pessoas. O contato físico altera nosso estado físico e emocional e nos torna mais receptivos ao amor. O contato físico nos ajuda a curar o corpo e enternece o coração. Quando você abre seus braços, está abrindo seu coração.

O SEXTO SEGREDO: O PODER DO DESPRENDIMENTO
Se amar a alguém o deixe livre. Se voltar é seu; se não o fizer, nunca foi. Quando se está dentro de uma relação amorosa, as pessoas necessitam ter seu próprio espaço. Se quisermos aprender a amar, primeiro devemos aprender a perdoar e deixar ir embora nossas feridas e doenças do passado. Amar significa desprender-nos de nossos medos, prejuízos, ego e condicionamento. Hoje deixo para trás todos os meus medos, o passado já não tem poder sobre mim; hoje é o começo de uma nova vida.

O SÉTIMO SEGREDO: O PODER DA COMUNICAÇÃO
Quando aprendemos a nos comunicar abertamente e com sinceridade, a vida muda. Amar uma pessoa é estabelecer comunicação com ela. Faz com que a pessoa a quem ama saiba que a ama e aprecia. Nunca tenha medo de pronunciar as palavras mágicas: Quero-te. Não deixe passar a oportunidade de elogiar uma pessoa. Despeça-se dela sempre com palavras carinhosas: pode ser que seja a última vez que a vê. Se estivesse a ponto de morrer e pudesse telefonar às pessoas de quem gosta, a quem ligaria? O que lhes diria?... O que está esperando para fazê-lo?

O OITAVO SEGREDO: O PODER DO COMPROMISSO
Se desejar amor em abundância, deve estabelecer o compromisso de consegui-lo, um compromisso que se refletirá em suas ações e em seus pensamentos. O compromisso é a verdadeira prova de que o amor está presente. Se quiser ter uma relação com amor, deve comprometer-se a criar a relação que quer. Quando estamos realmente comprometidos com algo ou com alguém, abandonar nunca é a opção. O compromisso distingue uma relação frágil de outra sólida.

O NONO SEGREDO: O PODER DA PAIXÃO
A paixão acende o amor e o mantém vivo. Uma paixão duradoura não procede exclusivamente da atração física, ela nasce graças a um profundo compromisso, entusiasmo, interesse e fascinação pela outra pessoa. A paixão pode se reavivar recriando experiências passadas onde houve paixão. A espontaneidade e as surpresas criam paixão. O amor e a felicidade compartilham a mesma essência; tudo o que necessitamos fazer é viver cada dia com paixão.

O DÉCIMO SEGREDO: O PODER DA CONFIANÇA
A confiança é essencial para estabelecer uma relação com amor. Se um membro do casal está cego pela suspeita, a ansiedade e o temor, o outro se sentirá atrapalhado e emocionalmente sufocado. Não se pode amar a outra pessoa plenamente a menos que confie nela. Aja como se a relação que mantém com uma pessoa nunca fosse se acabar. Uma maneira de saber se a pessoa é adequada é perguntando-se: Confio nele plenamente e sem reservas? Se a resposta for negativa, pense com cuidado antes de comprometer-se mais.



domingo, 28 de julho de 2013

Francisco esta entre nós




Carisma, simpatia, humildade, solidariedade e tantos outros adjetivos pode-se aliar ao papa Francisco nessa visita ao Brasil. Esteve presente e se fez presença em meio ao povo, sem receio das “balas” perdidas, ou quaisquer agressão. Ele não teme a morte, pois sabe que seu dia chegara. Ele é indisciplinado para com a segurança. A postura que teve diante das pessoas, o respeito ao semelhante foi o seu grande escudo; as suas palavras foram de que gosta de pessoas, e não aceita a ostentação tão exposta nos últimos tempos pela igreja católica.
Resgate eis a solução. E tão bem nos mostrou o quanto é possível retomar a caminhada, em passos firmes e decisivos tal qual São Francisco o fez. Demonstrou a todos nós que temos a estrela da esperança em nosso País tão sofrido, mas tão amado, e para tanto é necessário apagar a ambição das nossas vidas.
Um homem incansável com a missão de reconstruir a igreja católica. Sorrisos não lhe faltaram, e exprimiu a saudade dessa terra e desse povo que afetuosamente lhe acolheu, nos pedindo que orássemos por ele.
Sobre os carros de luxo que muitos clérigos utilizam ensinou que o povo exige a pobreza dos sacerdotes tão apegados ao dinheiro. O veículo é um bem necessário até porque é preciso deslocar-se em meio às pessoas.
A evasão dos católicos em nosso continente segundo ele é desconhecida, mas basta à mãe igreja acolher como uma mãe ao seu filho; faltam sacerdotes para assistir ao povo que necessita ouvir as palavras de Deus através do seu pastor. As raízes da fé estão vivas em cada um de nós, basta à proximidade.
A cúria romana sempre foi criticada; Tem escândalos, mas tem santos: “Faz mais barulho a arvore que cai do que o bosque que cresce”. São oito cardeais um de cada continente que  formaram a comissão de fiscalização para chegar a reforma da cúria. Os teólogos dizem que a igreja sempre precisa ser reformada. É preciso reorganizar e ser dinâmica.
No mundo atual quem manda é o dinheiro sem qualquer controle ético. Essa feroz idolatria prejudica e o mundo desaba. Estamos vivendo um humanismo desumano. E o jovem tem a ilusão da utopia por ter mais energia e menos experiência, mas transforma. Os jovens precisam ser ouvidos assim como os idosos. São extremos temidos pelo mundo.
É preciso estimular a cultura do encontro, do respeito podando ao egoísmo, e valorizando a fé, respeitando ao próximo.
... E seguiu rumo ao Vaticano, local que não poupou ao falar sobre os escândalos que envolveram ao clero.

terça-feira, 16 de julho de 2013

AVÓS DO SÉCULO XXI



As gerações mais novas estão identificando menos a questão da hierarquia, e muitas vezes observam mais os seus direitos do que os seus deveres. Todavia, convém lembrar que esse é o reflexo da educação que tiveram e as mudanças na sociedade.
Hoje, fala-se muito em respeito, todavia pouco tal fator é observado nas relações familiares e sociais. Os avós ou idosos de um modo geral são pouco ouvidos e mais ouvintes; mesmo ao tentar ajudar no cultivo de valores aos netos ou aos mais jovens de que aquilo o que fazemos certamente refletira em consequências positivas ou negativas, são desrespeitados ou tidos como um peso na vida.
É preciso compreender que não pode haver receio de falar com a nova geração sobre o que é bom, justo e belo, e principalmente cultivar o senso crítico, para que avaliem as situações vivenciadas, e se estabeleça limites no relacionamento entre eles.
Isolar aos que vivem a fase áurea da velhice é o pior dos sentimentos para o ser humano. O ser solitário, isolado do convívio social por descaso dos seus familiares deixa-se abater de forma cruel, como se aguardasse o momento final para alegria dos seus algozes. Faz-se necessário priorizar relacionamentos, abraços e aconchego, porém não adianta cobrar da criança os ensinamentos, se veem os seus pais desrespeitarem aos avós como se os mesmos fossem objetos descartáveis.
Quem sabe a eterna mola propulsora do mundo – o dinheiro – seja o grande vilão dessa história. Com a “grana” em mãos, o indivíduo se apropria de toda a vaidade para apresentar aquilo que é o seu sustentáculo de poder diante de todos. E, se é verdade, que tudo o que sobe desce, ou que o mundo dá muitas voltas, atualmente o que observamos é uma parada estonteante diante do bem, e o triunfo do mal como se demonstrasse aos berros que venceu ao oprimido, que derrotou a dignidade, e espera a ressurreição do amor.


sexta-feira, 21 de junho de 2013

Seríamos um povo que vive sobre o temor do amanhã, ou que dormia em berço “esplêndido”?




Creio em uma raça que grita, esperneia e demonstra a sua voz diante do que quer seja. Quem sabe diante de um gol quem sabe diante da dor. Mas, a fome é tanta que se fez abafar. Porém, aqueles que nos atiraram as migalhas para o consolo recebem agora o troco da falta de respeito.
Em nada adianta querer retocar a imagem de um Brasil mascarado e massacrado. Todo o nosso povo esta desfigurado, pois nos falta à saúde, o alimento, a educação, a moradia e tantos outros itens, exceto a nossa dignidade.
Informar ao mundo que em nosso país o crescimento é estonteante é a verdade. Mas, qual seria o crescimento? O que observamos é pessoas na famigerada fila para “atendimento” em hospitais onde aqueles que ali trabalham convivem dia após dia com a dor o sofrimento que também lhes atinge. Até diante da morte já não temos o repouso do corpo, uma vez que nos cemitérios populares já não tem mais local para o sepultamento.
E o que dizer da fome e da falta de vergonha do programa fome zero?
Bolsa educação? Lastimável! São familiares que amanhecem nas ruas em busca de uma vaga num esgoto chamado colégio público, e quando conseguem, expõem e temem pela vida dos seus filhos que, a qualquer instante poderão ser assassinados. E as escolas particulares? Por que e para que tantas disciplinas se os nossos jovens não assimilam sequer ao nosso idioma ou a tão querida tabuada?  Mas... Depois que o feminino de presidente é presidenta, dizer o quê?
Programa Moradia para os mais humildes? É só observar o que ocorre na época das chuvas quando seres humanos são “engolidos” pela terra, que responde ansiosa aos maus tratos que lhe são concedidos, uma vez que programa de sustentabilidade em nosso país foi feito para ser apresentado em um palco ou conto de carochinha.
Verdade! Estamos revoltados, indignados, manifestados. Não podemos ter a “copa” porque a cozinha – nosso Brasil - esta imunda.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

E tudo isso por que?



E nós ainda vamos nos beijar na chuva.
Eu também vou calar sua boca com um beijo
E se houverem brigas vão acabar na cama.
Eu vou te observar enquanto você dorme
E vou fazer cafuné quando em sua cabeça deitada no meu peito.
Vamos passar tardes assistindo filmes românticos
Deitados debaixo das cobertas e comendo brigadeiro.
E vamos passar madrugadas acordados conversando.
E vamos contar aos nossos filhos a história sobre como nos conhecemos.
Vamos discutir sobre quem vai levantar pra apagar a luz do quarto.  
Vão olhar pra nós e falar sobre o nosso amor.
E tudo porque fomos feitos pra nos conhecermos,
Pra nos apaixonarmos,
Pra vivermos um para o outro.



Mais que de repente deu vontade de um abraço...
Uma vontade de entrelaço, de proximidade...
De amizade, sei lá!
Talvez um aconchego amigo e meigo,
Algo que enfatize a vida e amenize as dores... 
Ou quem sabe fale sobre os amores,
Que seja afetuoso e ao mesmo tempo forte...
É isso: deu vontade de poder ter saudade de um abraço.
Um abraço que eternize o tempo e preencha todo o espaço.
Fazendo lembrar-me do carinho que surge devagarinho,
Lembrar-me do calor das mãos a dizerem: - Estou aqui.
Ou ainda: - Estou com você! 
Um abraço que desate os nós,
Que transforme em envolventes laços...
Que sirva de "colo", afastando toda e qualquer angústia.
Que desperte a lágrima de alegria e acalme o nosso coração.
Um abraço que traduza a amizade, o amor e a emoção.
E para um abraço assim, só consigo pensar em você.  

Um abraço...




domingo, 16 de junho de 2013

O que nos espera?



Uma das questões mais discutidas na sociedade atual é a longevidade. O aumento da população idosa em todo o mundo, acrescido do aumento da expectativa de vida alterou sensivelmente os valores e paradigmas até então vigentes, sobretudo no que se refere à velhice. Em face desta nova realidade que ora se desenha a sociedade, em suas diversas instâncias, precisa rever seus modelos, redimensionar seu olhar frente a este “novo” contexto. Esta mudança do envelhecer deixa de ser encarado como um fardo unicamente natural para ser concebido como processo cujo desenvolvimento envolve a vida humana.
Lirismo poético á parte, se faz necessário realmente encarar a triste realidade em que se encontram os sobreviventes de uma espécie que hoje, esta sendo dizimada, nos momentos de maior vigor, ou por que não dizer, no florescer da juventude. Em verdade, os idosos apenas continuam a fazer parte de um contexto social onde sequer temos o abrigo adequado, ou estrutura emocional para lidar com tal situação. E, em meio a um cenário em que as velhas certezas dão lugar à incerteza, a busca por referências passa a ser um lugar-comum entre os indivíduos.
A família deveria ser o ponto de apoio do idoso em todos os momentos e circunstâncias. Todavia, - quem sabe - estamos sendo pegos de surpresa.
O indivíduo moderno esta sendo impelido a adaptar-se às novas circunstâncias, sendo uma das condições o ajustamento aos novos modos de ser e estar no mundo, haja vista a quebra quase total dos regimes de disposição hierárquicos, e valores que classificava, e ordenava as identidades sociais no antigo paradigma.
No Brasil, a aprovação unânime do Estatuto do Idoso pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal em Setembro de 2003 veio tentar minimizar a um problema que urge por soluções. É necessário compreender que num mundo onde a estética de beleza esta edificada através dos moldes menos dignos possíveis, onde o dinheiro perpassa as fronteiras para edificar de modo vil e cruel a tudo o que é capaz de se tornar identidade elegível, tão somente e porque demonstra a força por meios monetários, o “velho” torna-se trapo, sem sequer ter condições de “reciclagem”, caso não disponha do dinheiro para que possa “comprar” o afeto, na maioria das vezes.
É preciso urgentemente compreender que a velhice deve ser considerada como a idade da vivência e da experiência, que jamais devem ser desperdiçadas. E, no futuro bem próximo todos os que se veem apenas com o vigor da juventude, logo serão absolvidos pela fase que “acreditaram!” não existir em sua vida. Se não estivermos conscientes dessas transformações e preparados para enfrentar esta nova realidade, estaremos fadados a viver em uma civilização solitária e totalmente deficiente de direitos e garantias na terceira idade.