terça-feira, 25 de dezembro de 2012

É natal?





Um olhar, um coração.
A esperança, a ilusão.
O desejo, a emoção.
A esperança, a renovação.
Um nascimento, a criação.
Nas ruas... A iluminação.
No mundo, as desilusões.
É natal, vale sorrir,
Chorar, e até pedir,
Demonstrar, não reagir,
Acreditar, mesmo que em vão.
É Noel, em seu papel,
Sapatinhos, olhos aos céus,
É a fome, é guerra...Sofreguidão.

Náufragos



Amamos,
E vivemos,
De sonhos e ilusões,
Saudades e recordações.
E tal quais os amantes
Perdidos na noite escura
Sem estrelas, sem guias,
Procuramos um coração.
Mas nada surge no oceano
Tão vazio, abandonado,
Tão triste, tão castigado,
Náufrago de pura ilusão.

A mais doce das invejas



Meu sonho maior em vida
É poder saber o que é ter mãe.
Tenho a mais doce das invejas
À vontade que não cessa
A esperança incontida
Dos braços de uma mãe.
Quero sentir o carinho, o aconchego,
O cheiro, e ate o respeito,
Desse ser que guardo em meu peito
Mas que nunca conheci.
Imagino com os olhos molhados
O coração espedaçado
A incerteza em cada passo
A dor por esse sofrer.
E em cada dia que se vai
Muito e muito sinto doer
Porque sei não vai aparecer
Esse alguém por que sonhei.


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Cego enxerga. Você, não vê.


Aquele que não vê, foge da realidade, se esconde diante dos fatos, toda vez que surgem problemas difíceis. Talvez, porque tenha medo de encarar aos fatos.
A fuga é dos meios para transpor aos percalços que porventura necessite desvendar diante dos mistérios da vida. Ser corajoso, audaz, perspicaz é um ato valoroso, e por que não dizer, heroico.
A depender da ocasião, os grupos sociais poderão através dos seus atos exporem à sociedade tudo o quanto almejam.
É necessário que o ser humano procure traçar caminhos, e vertentes que possam conduzi-lo a grandeza da sua espécie. E, para tanto, deverá demonstrar a sua capacidade de descobertas.
A vida nos proporciona multi ocasiões que poderemos nomear como inusitadas, e curiosas. Em cada uma dessas etapas nos descobrimos como tolos, e até aceitamos o nosso lado infantil para defesa de tudo o quanto gostaríamos de facilmente solucionar. Quem sabe, assim poderemos confiar em nós mesmos, tomar coragem, e nos tornarmos os verdadeiros autores da nossa história.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Também quero um amor.



O amor é uma confluência de paixão, intimidade e união. Ele próprio combina-se com sentimentos de fundo como a excitação, o bem estar, o entusiasmo e a harmonia, gerando o enriquecimento da autoestima. 
O ser humano está predisposto geneticamente para amar e ser amado. Os sentimentos tem servido ao homem para influencia-lo a agir no e sobre o mundo. Atualmente, o amor é mais dominado pela racionalidade. As transformações sociais modificaram um pouco a forma como o amor é percebido, sentido e gerido. O modo de amar depende muito das aprendizagens sociais.
Hoje se ensina mais sobre as relações sexuais do que sobre as relações amorosas. Os jovens sabem mais sobre sexo do que sobre amor. E isto influencia o seu comportamento no mundo.
O sucesso da relação vai depender de como os dois forem capazes de superar as lacunas e as diferenças. O egoísmo pode ser, porém, um fator impeditivo de uma relação bem sucedida, se ambos não abdicarem das suas exigências e posturas. O amor bem sucedido depende também da humildade e da franqueza. Conversar sobre as diferenças e as expectativas de cada um em relação ao outro pode facilitar o sentimento.
A pessoa que é capaz do amor romântico celebriza cada momento vivido com o parceiro, faz desse sentimento um objetivo de vida.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Rebelde



Sou taxada rebelde e revoltada
Mas você vive calado.
Cruza aos braços, se acomoda,
Esquece as injustiças mentais
Submete a sua consciência
Ao labirinto maldito da vaidade.
Grito, choro, me desespera,
É a luta incansável da ilusão
Da armadilha desenfreada
De um viver na opressão.
E no silêncio desse instante
Persigo aos meus sonhos infantis,
Concateno pensamentos momentâneos
Exalto ao pranto incontido do viver.


Do lado de cá



Num instante, pensei:
Liberdade!
Esbocei, tracejei,
Risquei, apaguei,
Tentei outra vez.
Desenhei
Terminei?
Quem sabe criei.
Vamos juntos e levemos as estrelas,
Ou quem sabe um punhado de luas.
Carreguemos as canções,
No embalo da rede voltemos.
O rio nos separa do silêncio
A quietude das sombras paradas,
O calor das manhãs esquecidas,
A beleza do orvalho nas flores.
O canto das aves acalenta distâncias
E as serpentes dormitam na verde esmeralda.
Quem sabe a praia banhada por ouriços
Garanta os galhos em troncos maciços.

Vamos juntos até a margem oposta
Num anseio infinito das horas felizes
Dessa louca vontade de fugir do tumulto,
Da fornalha inventada, maldita e cruel.
E a mentira embeleza a ilusão,
A desumana vaidade do lado de cá.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Quem dera as palavras dissessem o que sinto.



Quem dera as palavras dissessem o que sinto,
 Falassem o que penso,
Ou expressassem que não minto.
Mas, as palavras espairecem ou fogem ao vento,
Esquecem-se do seu poder,
E perdem-se nos sentimentos.
Outrora – quem sabe – não foram meras, simples palavras.
Quiçá mudassem ou se fizessem entender.
Todavia, se deixaram conduzir pelo tempo,
Entraram no mundo do esquecimento,
E não conseguiram sobreviver.
Sim. Vi o tempo em que a palavra proferida,
Tal qual a pedra lançada
Tinha o valor e a valia,
E o poder da fiel espada.
Eram épocas em que o homem determinava ao seu destino,
A sua longa ou curta caminhada,
Através da palavra dada.
Parecem que muitos séculos se passaram,
Pois já me sinto fracassada diante desse viver;
É onde o ser desdiz ao que disse
Conduz-se pela mesmice,
Se vende pelo não dizer.
Ignora- se aos valores,
Perdem-se as rédeas nos amores,
Se desfizerem ate as dores
Não sabem o que é o sofrer.
Os homens convivem com o vazio,
Com falsas formas de conviver,
Formam ilhas tão perdidas,
Tão ricas em fantasias,
Tão frágeis no viver.
Olham-se e entrecruzam aos olhares,
Parecem engolir a humanidade,
Destacam-se pela própria podridão do seu ser.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Cada um em seu papel.




Acredito que no século XXI dever-se-ia fazer cumprir em cada um o seu verdadeiro papel, pois tudo seria mais fácil.
Sou do tempo em que os professores representavam o nosso modelo, e os pais o real valor da vida. 
A religião era alicerce para cada cidadão e não havia  merchandising no Ser maior que é Jesus.  Talvez, você se pergunte porque citei ao nome do Senhor, e  lhe direi: buscávamos a consciência plena do saber, todavia acreditávamos e reverenciávamos com orgulho ao Criador. Outrossim, a Pátria também era citada como o nosso abrigo, e nesta tínhamos respaldo. Lutávamos contra a ditadura, acreditávamos na essência de cada coisa, e sabíamos que seríamos contemplados com a esperança do crer.
Hoje, sequer existe família, respeito, dignidade, e nem é possível "cobrar" dos jovens aquilo que não lhes foi demonstrado.
Sinto-me tranquila, pois sou mãe e avó.....E mãe numa época em que mãe solteira era desnível kkkkkk. Mostro e grito para o mundo o porquê os caminhos entrecruzaram-se e me ofereceram o direito de assumir a pa/maternidade. 
Sinto-me orgulhosa por ter a certeza de que os meus alunos, e os meus amigos confiam e respeitam ao que faço, e me vêem como exemplo.
Sinto-me imensamente feliz por compartilhar com todos vocês essas minhas palavras, e sobretudo poder gritar bem alto: Acredito Ainda no Mundo! Somos Humanos, - estamos a descobrir a racionalidade - e perpassa por cada um de nós as novas descobertas tão significantes e tão difíceis de serem apreendidas.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Tempo, tempo...Tempo.


É bem provável que você tenha notado que não é aquela  pessoa de dez anos passados, e é possível que não seja no futuro, o que é no presente.
Todos nós somos uma complicada máquina do tempo, e trazemos conosco um número incontável de impressões, tais como uma máquina onde ficam armazenadas as mais diversas experiências e informações.
O que o tempo nos faz? A resposta esta em nós mesmos e naquilo o que apresentamos ser. Certamente caricaturas de ideologias e transfigurações do tempo, e que somente o tempo explica. Somos o molde do divino escultor. Adquirimos atitudes e ações com o passar dos anos, aprendemos a usar-nos mais diversos momentos da vida, mas o tempo nos muda e então, envelhecemos nas ações, e as atitudes não são as mesmas... Isso é certo.
Hoje, é bem possível que alguém descubra não ser o que pensa ou já não é o mesmo de outrora.
 Mas, existem culpados e/ as culpas?...Quem não responde é o tempo.

domingo, 4 de novembro de 2012

Um Brasil de braços abertos?


O Brasil é um país receptivo a todos os que anseiam por uma pátria livre e bela. Somos uma nação que desde o seu achamento acolhe aos que aqui desembarcam; a partir de 1530, os portugueses deram início ao plantio da cana de açúcar.
O século XXI permeia ainda em mistérios a serem desvendados por visitantes estrangeiros á nossa pátria. Os povos de todos os continentes veem nessa nação, o local onde podem sentir que a cultura oriunda das suas matrizes, podem ser respeitadas e absolvidas pelo caloroso povo brasileiro.
A marca da imigração no Brasil pode ser percebida especialmente na cultura e na economia do sul e sudeste; Todavia, é mister que saibamos aceitar que o crescimento vertiginoso da imigração internacional é cada vez mais facilitado pela ampliação e barateamento do transporte e comunicação nos tempos modernos,  porém o fator mais importante são os desequilíbrios no mercado de trabalho mundial. De um lado, os países subdesenvolvidos e em desenvolvimento têm excesso de mão-de-obra barata e de baixa qualificação; na outra ponta, os países ricos precisam cada vez mais de trabalhadores braçais para ocupações que requerem pouca instrução. Essa característica de transitoriedade da imigração neste começo de século vem provocando diversos conflitos sobre a forma de proteção dos trabalhadores imigrantes.
Aumentar a proteção jurídica ao trabalhador estrangeiro permanece como um dos grandes desafios do Direito para este século, no Brasil e no mundo. E esse certamente é o caminho a ser percorrido para a certeza da união dos povos.

O desejo da chuva



O seco, a seca
A fome, a morte
A saga da vida
O desejo da sorte.
A luta contínua
A dor dolorida
A falta de sonhos
...sem perspectivas.
São crianças nascendo,
São crianças morrendo
É um povo que luta
Mas é a seca o seu contento.
É o sol muito forte
E a chuva que nem rasteja
Escapar é viver, até quando?
- Até o dia amanhecer.

Tudo começa ao nascer



Tudo começa ao nascer. Você se lembra de algo que tenha vivido quando bebê?
 - Mas é claro que não!
Você consegue se lembrar de como era o timbre do seu choro?
E qual era a musica que cantei para lhe acalmar?
O gosto do colostro, você se lembra?
- É claro que não!
Mas desde quanto precisamos nos lembrar de exatamente o que passou para saber que passamos?
Eu não me lembro do timbre do meu choro,
Mas sei que era alto o bastante para que a minha mãe me escutasse e viesse rápido me acolher.
Não lembro qual era a canção que me ninava, mas sei que de fato me acalmava.
Não me lembro do gosto do meu alimento, 
Mas sei que foi ele quem me deu força para viver.
Tudo é passageiro, a infância, a juventude, a vida... Tudo!
Coisas acontecem, alguns sonhos são realizados, outros esquecidos...
E assim alguns passam diante da vida.
São pessoas entrando e saindo na nossa vida o tempo todo...
- E pior, sem permissão, sem dizer nada.
Algumas ainda se sentem no direito de sair e deixar a porta aberta,
Algumas são rudes, ao sair quase quebram a porta do nosso coração,
Outras... Saem de mansinho, pensando que não vão fazer faltas.
E quase nos levam com elas.
Algumas pedem pra sair, e saem com o nosso consentimento.
A vida é assim, passageira.
E eu não fugirei a regra, nem eu nem ninguém.
No jogo você pode reiniciar, na vida... Não dá pra voltar.
Tudo passa.
Aqui, você e eu, e todos somos apenas passageiros.