quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Não é sonho.



Avisto uma luz vermelha
Bem longe...
Ela pisca como sirene
Em emergência
Mas não emite som.
Abro os olhos lentamente
- Que estranho.
Vejo que estou bem alto
Sinto-me voar.
Não controlo. É incrível.
É muito lindo.
Aprecio e desfruto.
De repente imagens,
Fico tonta, esta turvo.
- Não quero ir desse mundo.
- O que acontece?
Eis que poderei voltar,
Um dia ...Quem sabe!
.........................................
Agora vejo a minha casa
Do nada tudo retorna
Todavia não é um sonho.

sábado, 18 de agosto de 2012

97 anos: SABEDORIA e DOR.





Nem imagino e nem tenho sabedoria o bastante para sequer compreender, o que é vivenciar quase um século, diante de uma humanidade a cada dia mais distante do verdadeiro ser.
Creio mesmo que ultrapassar a barreira do som, transpor aos mistérios do universo, e tantas outras fronteiras ditas como intransponíveis é muito menos do que ter nascido no início do século XX, e vivenciar lucidamente as loucuras do século XXI.
Sim, ver, sentir, ouvir e compreender e nada poder mudar ou ao menos tentar readaptar é uma das tarefas mais difíceis para quem observa com o olhar de lince, e perspicácia de uma águia, aos encantos e desencantos das épocas.
Imaginar-se no planeta dito como o seu, e não ter diante de si mais nada do que viu desfilar da sua aguçada retina: pais, parentes e amigos que há muito seguirão em direção ao universo contemplado, costumes, hábitos, músicas, e a tão temida tecnologia avançada com efeitos em 3D, tornam-se quase que conto de fadas, ou histórias que desabrocharam de um livro cujas páginas são escritas com a verdadeira narrativa da vida.
E a velhice tão cantada em versos, apenas desafia a linha melódica, pois a rima é triste e dolorida como tudo o que é oferecido aos nossos idosos. E, falar desse assunto é bastante triste e doloroso, uma vez que para reagir contra o estigma e à discriminação dos idosos, por exemplo, se faz necessária uma abordagem em diversos aspectos.
As correrias do dia a dia, as mudanças constantes de paradigma conduziram o homem a agir irracionalmente, e esquecer-se dos valores ancestrais. Num contexto onde tudo se dissolve, tudo se apaga, são deletados todas as situações que não oferecem algo em troca, que possa garantir o “lucro”... E o idoso-para esse mundo irracional – é prejuízo!
 E anestesiados pela dor da solidão, do abandono, os nossos velhinhos aguardam o dia da partida cultivando as suas frustrações, as suas dores, as suas lágrimas contidas nesse recorte de tempo em que ciclos abrem e se fecham, todavia não conseguem trancar ao coração que pulsa na esperança de um simples aperto de mão.

domingo, 12 de agosto de 2012

12/08/2012: Dia dos Pais.






Neste mundo de tantas dificuldades, encontrar pessoas dignas de respeito é algo quase impossível. Mas essa luz brilhou em meu caminho. Eu que ainda busco exemplos encontrei você.
Descobri também que ser pai ou mãe, não é simplesmente fecundar alguém, mas principalmente participar da vida de quem se ama. Por isso, vejo esse exemplo em meu pai, a quem amei em vida e a quem amo tanto.
 Neste dia, onde os filhos buscam palavras para expressar o seu amor e gratidão aos pais, eu busco dizer que feliz daquele que passou pela vida e não deixou apenas a lembrança, mas se fez e faz querido por várias gerações, pelas marcas e sinalizações que, em sua sabedoria magistral, nos deixou o legado moral e insubstituível da sua grandeza.
Ele é o homem que diariamente me inspira a ser um ser humano melhor e mais generoso. Através dos seus exemplos tenho entendido que vale a pena ser uma pessoa honesta, e que a dignidade é um dom, uma dádiva concedida àqueles que a buscam. Ele é a fonte de minhas respostas para as grandes dúvidas que eu tinha. A luz para a minha vida, para o meu caminho, pois não é o meu pai tão somente, ou apenas o melhor pai do mundo: é o meu PAI , é aquele que esculpiu em minha vida a felicidade maior de ser eu a sua filha, a sua querida filha.... e ele. Ah! MEU PAI.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Sera RAÇA, a humana?


Não acredito na raça humana,
Não acredito sejamos racionais,
Não acredito que tenhamos sentimentos.
E nem creio no amor ao próximo.
O homem é vingativo e sem pudor,
É cruel e cheio de artifícios,
É asqueroso e dissimulado,
É astuto e ardiloso.
Usa da alma para encobrir-se
Da dor para fazer sofrer
Da lágrima para banhar-se...
Esforça-se para lembrar,
Esquece-se de saber viver.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Imagens



Voltei do passado. Acordei.
Reuni forças e busquei rumo.
Olhei para trás... Não sonhei.
Vi em cada pedaço,
O retrato do que passou.
Reuni imagens, contemplei:
Estavam tão perto e tão distantes.
Relembrei.

Cumprimentei ao ontem,
Reverenciei ao futuro,
Pedi clemência, chorei a paz.
Tudo é tão novo!
É tão singelo ver o presente
Porém, é tão difícil perceber.
O tempo passou....
Algo ficou para trás
Não apenas as lembranças
E não tem como reaver.

Busco nas experiências o que resta,
No desacato o raciocínio,
Na dor a esperança,
Na vida, o renascer.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Mundo estilhaçado.



Embalsamados pelo ardor das eras, seguimos rumo ao desconhecido, ou tememos afirmar que o temeroso ardil que desenhamos esta estabelecida em nossa existência.
Poderíamos ao passar dos anos querer crer que o homem vislumbraria aos conhecimentos de toda e qualquer natureza – porém, o foco, o maior objetivo deveria ser estabelecer a união e a paz.
Todavia, é necessário explicitar que tornaram-se canibais escolarizados e eivados em consciência do mal que são capazes de provocar.
Haveríamos de buscar questionamento diante de alguém que é capaz de atear fogo em seu semelhante por mero prazer? Ou aquele que se regozija por ter fatiado a outrem com quem reproduziu a sua espécie, e trocou juras de amor?
Ah! A selvageria expande-se a tal ponto que os homens são capazes de provocar o infortúnio, o desespero em seres considerados irracionais, deixando-os abandonados, trancafiados, sem a alimentação básica (água e comida), sem direito a defesa, e provocando o questionamento:
 Se não raciocina por que ao ver o outro sem vida fê-lo tornar-se o seu alimento? E, por que poupou ao moribundo?
Vimos a cada dia que mais e mais as catástrofes impiedosamente se amontoam estilhaçando vidas.
Em cada dor a transmissão do refletir diante da estupidez humana, incapaz de obedecer ao seu próprio universo.


domingo, 8 de julho de 2012

Terra descendente


Amor-família- infâmia.
Imunda, terra descendente.
Nasce – morre. Envolvente.
Quem sabe pode ser gente!
Laços sanguíneos,
Correntes estreitas,
Apertadas,
Amaldiçoadas,
Escolhas erradas.
Dias frios, noites quentes,
Esperas incandescentes
- Jamais decentes.
Vixe Maria, ô gente.


terça-feira, 3 de julho de 2012

Beijo que beijo.


Quer um beijo?
Só se for bem molhadinho...
Daqueles de passar a língua nos lábios...
Brincando de pega... Pega.
Beijando bem de mansinho.
 Desce ao queixo... Beija e salpica
Escorrega até o pescoço,
Vem ao ombro... Beija, e lambe.
Que coisa mais tonta e louca!

O sussurrar de belas palavras
Atiça ao meu coração
E o reencontro de beijos loucos
Revelam grande emoção.
E mãos no percorrer do corpo
No calor da pele,
Em corpos... Em explosão.
São doces e íntimas carícias
Mas no fundo é ilusão
.

sábado, 30 de junho de 2012

LOUCOS SIM.




Insanos e loucos, cada um de nós é um pouco.
O mundo é sim e verdadeiramente dos loucos,
Mas os loucos do ser e não do ter,
Do amar e não apenas desejar,
Do querer e não possuir,
Do sonhar e poder acordar.
Jamais o mundo seria mundo
Se não houvesse os loucos.
Porque a loucura é a certeza da insanidade que somos racionais.
É através dela que convivemos
E aprendemos.
Que em cada dia uma lágrima escorre,
Para que possamos limpar os olhos
E enxergar a vida,
O maior dom
Oferecido por Deus...
Só nos cabe, agradecer. 

terça-feira, 19 de junho de 2012

MEU BRASIL que VERGONHA! Estou em luto.


Quando os jesuítas chegaram por aqui eles não trouxeram somente a moral, os costumes e a religiosidade europeia; trouxeram também os métodos pedagógicos. Assim, os portugueses trouxeram um padrão de educação próprio da Europa..
Na verdade não se conseguiu implantar um sistema educacional nas terras brasileiras, mas a vinda da Família Real permitiu uma nova mudança, todavia a educação continuava em um patamar secundário. E a situação é tão triste que se observarmos com carinho, podemos ver que o Brasil foi achado em 1500, mas somente em 1934, surge a nossa primeira universidade em São Paulo.
Nada se fez ou se faz pela educação, continuamos a ser açoitados como irracionais, e a nossa base escravocrata em muito permeia as nossas vidas, para acreditarmos que a música, e apenas ela, será o consolo para as nossas vidas. É como se o cantar consolasse as nossas dores, vez que o homem que não pensa, é incapaz de debater e expor as suas ideias e ideais.
Os séculos passaram, muito se “inventou” ou se fez no “modismo”, mas o certo é que praticamente nada foi construído. O Norte/Nordeste continua atrelado a seca e a fome, em busca de consolo para as suas dores que são muitas, o restante do Brasil e principalmente o Sul/Sudeste querem esconder-se por um véu sombrio de outras colonizações, e pisam ao solo fértil e não cultivado das terras férteis e usurpadas, migrando dentro da sua própria contestação.
Ao invés de termos um povo varonil, o que se vê é um povo varado ou traspassado pelo seu próprio sangue, onde o algoz é o seu próprio povo.
Brincamos de educar ao encararmos ainda no século XXI professores despreparados, sem o menor senso de responsabilidade para transmitir ao educando que ele – educador – é a chave mestra dessa engrenagem louca nesse país. Assuntos em cadernos ou lousas cheias de anotações não se constituem em aprendizado; é preciso fazer com que o outro seja o grande aliado e propague para outros o poder do educador. É preciso respeito ao colega e saber diagnosticar com dignidade o momento de avançar.
A Bahia vivencia uma triste realidade onde o número de crianças e adolescentes “expulsos” das suas aulas devido a uma dolorosa greve, angustia não tão somente aos pais de alunos da rede pública, mas a todos os que um dia vivenciou ao ensino público, e orgulha-se de ter sido integrante dessa época.
Enquanto isso, bandas de pagode ou de outros ritmos, escarnecem aos nossos ouvidos e a nossa moral, através de letras ou danças obscenas induzindo ao que outrora era dito como prostituição. O que fazer se não temos líderes e nem confiamos nos nossos governantes?
Voltamos à era onde a guerra se instaurou e nem foi identificada, onde as pessoas sequer sabem que, certamente estão sendo conduzidas para algozes da fome, da saúde, e da tão sofrida educação.
BRASIL, MEU BRASIL BRASILEIRO!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Corrupção ?



O sujeito ficou revoltado,
Ao ver ali adiante “simpático” meliante
- embora bastante arrogante,
Que roubava a estudante.
Ainda pequenina... Quase menina,
Talvez na flor da idade,
- e não era da cidade.
Ela mal sabia que a cotovia
Cantava todos os dias,
Perto da janela, da casa da minha tia.
Despertava a rodovia
Para tudo o que ali ocorria.
O povo estarrecido e corrompido
Nem ligava a cantoria.
Na verdade já sabiam
Das travessuras do dia a dia
Do ladrão que ali aparecia
Levando com insensatez
As migalhas do burguês, do pobre... E da vida.
Safada foi minha tia!
Ouvia aos gritos do povo
E ate achava um colosso
Ou algo fenomenal.
Dizia que ficar em silêncio
Gerava os seus por cento
O leite, a merenda do rebento.
A casa e o seu “aumento”
A janela no fundo do quintal.



quinta-feira, 31 de maio de 2012

Ansiosa em desejo.


Dentro de mim repousa uma alma
Louca de amor perdida em paixão
Peregrina de todos os dias
Caminhante das manhãs,
Ansiosa em desejos,
Afoita, acesa, até ardil.
Queixa-se, mas não é gueixa.
Busca em súplicas teu corpo
Hoje tão leve... E tão sombrio.
Rasga a mortalha do desespero
Enleva-se em pensamentos mil.
Louca, grito, mas não me ouves.
Pareces desdenhar o meu sentir.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Não dá mais para suportar.


No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante.
Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente.Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade. 
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionarem à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha.
Diz-se: capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta". 
Um bom exemplo do erro grosseiro seria:
"A candidata à presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".