quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
Perfume
A cada hora
que passa
Sinto cair uma
lágrima
A saudade me
desperta
Os meus
sonhos me liberam
A ânsia me
devora.
Quando sentir
o seu perfume?
Seus beijos,
abraços, ouvir a sua voz?...
Sua tênue ausência
me castiga
E a
distância me destrói.
Você tanto
me satisfaz
Em cada encontro
Encontroa a
verdadeira paz
Se a morte
aos poucos chegar
Não haverá
como escapar
- Mas, por
favor, não chore!
Deixe a minha
alma se libertar
Meus sonhos se esvaíram,
Desejos me
castigaram,
Sorrisos sombrios
ficarão
Suspiros de
amor permanecerão.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
Desejo Artificial
É impossível
lembrar como tudo começou
Mas você
sempre dizia:
- eu te
quero por todo o sempre.
Mas, nada
era como imaginava
Tudo aos
poucos se transformava
Você não
mais me amava
Apenas o
desejo artificial.
De tanto te
amar, me perdi.
E quando
tudo explodiu ...
Eu novamente
me encontrei.
Hoje eu
penso em como tanto te amei.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
Magia e Desilusão
Suas torres
góticas,
Batendo
levemente pela extravagante neblina
O barulho do
luar dos lobos,
Espalhados por toda a região.
Logo a
frente, o poderoso Drácula!
Com suas
vestes sombrias...
Sua clara
pele
A grande escuridão
Afiados
dentes
Sempre
alojadas no imenso castelo,
Deitados por
altas janelas
Incandescentes
a luz da lua,
E aqui corro
perigo!
As veias clamavam
por sangue,
O doce aroma das profundezas
O mistério
estava presente
A
sensibilidade cada vez mais próximo
O despertar da
irresistível tentação,
A extrema
leveza e a facilidade,
As suas fortes
habilidades,
As suas
belas e sedutoras aparências,
E lábios tão
encantadores...
Velocidade
já não era suficiente,
As mulheres
finalmente gritavam
Encanto e
sedução
Magia e
desilusão
Roupas rasgadas
ao chão
O intenso
medo,
Devora o meu
coração.
domingo, 4 de dezembro de 2016
Por Uma Janela
O mundo é
mostrado ... por uma janela
Minha mente
navega
Meu corpo
repousa.
Num piscar
de olhos ... Viajo.
Vou a um
lugar em que haja paz.
Os meus
olhos se abrem
Sinto o
coração pulsar
As brisas do
vento na pele tocar,
Enquanto
bate a vontade
Novamente
tento sonhar.
E a
liberdade atrai a felicidade
Apesar de
existir maldade
Não aceita
tão doce prisão.
Um grande
amor cura a saudade
Repara a dor
da desilusão.
E o mais
poderoso sentimento
Diante da
vida faz lamentos em cor
E a cada
lágrima da despedida
A certeza de
que nada acabou.
Sigo diante
do desconhecido
Mergulhando
em um ar de limitações
Nada se ouve
... Ou nada se cria
E aos poucos
se desfaz o temor.
Se nada cabe
no tempo
E nos tempos
livres ficamos a chorar
Parece que
não há espaço suficiente
Apenas refletir e repensar!
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
Não estamos prontos para o retorno
Não estamos prontos para o retorno. Em verdade, tememos pelo
invisível, por tudo o que desconhecemos, por incertezas, por aquilo que foge ao
nosso controle.
Por instantes nos mostramos valentes, ambiciosos, sedutores,
gananciosos, orgulhosos ou amorosos...por reflexos – e não reflexão – invadimos
a privacidade alheia, e tentamos expurgar as nossas revoltas interiores com a
navalha afiada da nossa língua em detrimento do outro. E quantas vezes, sem que
nos apercebamos julgamos e pré julgamos aos nossos semelhantes!
Admitamos que a inveja e a soberbia ultrapassam as nossas
fronteiras tão egocêntricas, e descortinamos a um horizonte que sequer sabemos
se um dia estremos a nos aproximar. Falhamos e persistimos, cobramos e não
pagamos, revelamos o que nunca a nós foi revelado.
E, nessa pressa louca de se apresentar como verdadeiro
conhecedor de todas as coisas nos julgamos superiores, esquecemos o quanto
inútil e desprezível somos diante do universo contemplativo.
Quisera retornar ao passado e modificar tudo o que já está
escrito ... todavia o tempo é implacável, e não nos dá uma segunda chance.
Estamos à mercê das nossas escolhas e diretrizes, e por diversas situações
incorremos ao mesmo erro acreditando que o resultado poderia se transformar.
Assim, esperamos por novas e inesperadas ou não inclusões,
como se o destino fosse uma peça teatral que, ao apagar das luzes, a cena se
modificasse.
O espetáculo é o
mesmo, apenas não aceitamos por ingratidão a tudo o que já foi ensinado. Quem
sabe a dor, a angústia vão afagar a maior obra da criação: o homem... Quem sabe
o homem não vai machucar a dor de tal forma que ele mesmo não suportara as suas
atrocidades ... Quem sabe - um dia - o verdadeiro HOMEM se fara presença, e
seremos todos incapazes de contemplar a LUZ!
domingo, 6 de novembro de 2016
INTOLERÂNCIA RELIGIOSA NO BRASIL
Em meio a um turbilhão de crenças, o ser humano procura encontrara
a sua própria identidade. Dentre tantos preceitos, crê na imortalidade da alma,
na pluralidade da existência e, através da simbologia e tantos mitos, exerce
diante do próximo, a intolerância religiosa como resposta para a própria fé.
Alguns creem que o corpo é tão somente um tênue fio que se
fortalece através do espírito, o qual permanece na eternidade. Todavia, para
muitos não há fatos comprobatórios ou científicos para tal pensamento.
Mas, por que o ser humano após tantas descobertas e evolução,
permanece inflexível quando se trata da religiosidade?
O Brasil é o país da pluralidade e preceitos religiosos tão
presentes na diversidade do seu povo, o qual tem no catolicismo inesgotável
fonte tradicionalista, o crescimento dos evangélicos e, em seu berço – não há o
que se negar – a influência afro através do candomblé e das suas múltiplas
vertentes.
É mister buscar o encontro do pensamento, ideias e ideais,
onde sobretudo, o respeito seja a base sustentável para um mundo melhor, pois
no Brasil a a liberdade individual de escolha de sua religião e de expressão de
suas crenças é assegurada e após a promulgação da constituição brasileira de
1988 o Brasil ganhou status de estado laico.
Prof.ª Káthya Ferreira
sexta-feira, 4 de novembro de 2016
Chegou a hora do ENEM 2016
AOS MEUS ALUNOS:
Sim. Decididamente estou muito feliz e orgulhosa por cada um de vocês que passaram e, certamente, ainda vão passar em minha vida.
Meus queridos estudantes e eternos aprendizes que somos, o ENEM é tão somete uma etapa a ser cumprida, pois lembrem que a grande lição a cada segundo aprendemos. E, é preciso nesta verdadeira lição, buscar o significado da nossa existência.
Parabéns aos pais, familiares e a todos os que de alguma maneira esteve e está presente em suas vidas. Um beijo para os meus alunos de todas as cooperativas de ensino que entusiasticamente representam o verdadeiro sentido de cooperar. Avante!
Quantos de vocês bem sei do esforço para concluir ao ensino médio em um País onde a educação é tratada com indiferença e desleixo, onde os mestres são tratados como subservientes de uma Nação, que tenta a cada instante evitar que a cegueira mental atinja por completo a todos os brasileiros, onde o civismo desce no esgoto podre formado por aqueles que são verdadeiros dejetos humanos.
Todavia, acreditem: ainda é possível fazer a diferença. Não somos vencidos e sim VENCEDORES
terça-feira, 18 de outubro de 2016
A medicina da cura pelo olhar dos nossos índios
Historicamente os índios
têm sido objeto de múltiplas imagens e conceituações. As diferenças culturais
dos povos indígenas, dos afrodescendentes e de outros povos portadores de
identidades específicas foram sistematicamente negadas, compreendidas pelo
crivo da inferioridade e, desse modo, fadadas à assimilação pela matriz
dominante.
Os índios se sentem parte
da natureza e não são nela estranhos. Para os povos indígenas não existe doença
natural, biológica ou hereditária. Ela é sempre adquirida, provocada e merecida
moral e espiritualmente. A saúde sim é natural, pois é a própria vida, uma
dádiva da natureza, mas cuja manutenção depende de permanente vigilância e
cuidado contra os espíritos maus da natureza. A doença, portanto, é o resultado
da luta interna da natureza entre os espíritos “bons” e os espíritos “maus.”
De maneira geral, os
povos indígenas concebem doença como intervenção de alguma força da natureza,
seja como reação da própria natureza ou por meio da ação provocadora do pajé,
xamã ou benzedeiro. Antes da chegada dos portugueses, e com a eles a medicina
científica, seus remédios e tratamentos eram mais eficientes, pois conheciam as
doenças que os acometiam. Os colonizadores trouxeram com eles outras doenças
das quais os índios não tinham noção e não podiam curar – aliás, muitas dessas
doenças trazidas nem mesmo os europeus sabiam ou sabem curar até hoje. Muitos
especialistas da área médica reconhecem que os povos indígenas brasileiros, por
ocasião da chegada dos portugueses, já conheciam mais de 2 mil plantas
medicinais e muitos povos eram capazes de realizar operações e cuidar de
fraturas ósseas.
A medicina indígena é uma
das expressões culturais que mais se mantiveram. A própria Organização Mundial
de Saúde (OMS) tem se interessado em resgatar e valorizar as tradições da
medicina indígena como um conjunto de conhecimentos e valores ancestrais que
seguem cumprindo, na sociedade contemporânea, funções importantes, como o
trabalho das parteiras, a eficácia das plantas medicinais e os conhecimentos
dos pajés.
Intuíram o que a ciência
empírica descobriu: que todos formamos uma cadeia única e sagrada de vida, por
isso, a atitude de respeito em relação à natureza. Tudo é vivo e tudo vem
carregado de valor, de espírito e de mensagens sobre os segredos da vida que os
homens precisam decifrar para viver. Para os índios, o invisível faz parte do
visível, assim como os não-humanos fazem parte dos humanos. Assim, os índios
nunca buscam controlar e dominar a natureza, mas tão-somente compreendê-la,
para que se sirvam dela com respeito para tirar o seu sustento e a cura para as
doenças consideradas como o resultado da transgressão das leis da natureza e da
vida. A natureza não é um recurso manipulável, mas um habitat, uma casa, um
lugar em que se está e onde se vive. O território é um lugar sagrado, no
sentido de que ele é o próprio gerador da vida.
Os saberes indígenas
respondem às suas necessidades e desejos. Suas crenças, valores, tecnologias
etc. provêm de um conhecimento comunitário prático e profundo gerado a partir
de milhares de anos de observações e experiências empíricas que são
compartilhadas e orientadas para garantir a manutenção de um modo de vida
específico.
Mas, os povos indígenas,
ao longo de mais de cinco séculos de contato com o mundo global, aprenderam
também a conhecer e a valorizar a medicina dos brancos, centrada no uso
intensivo de medicamentos e de equipamentos médicos e na concepção de doença
como algo biológico, que é materializado e expresso nas demandas crescentes por
medicamentos, hospitais, laboratórios e outros meios científicos e
tecnológicos.
Podemos concluir que cada
cultura tem forma própria de organizar, produzir, transmitir e aplicar
conhecimentos – conhecimentos sempre no plural. Os conhecimentos indígenas são
essencialmente subjetivos e empíricos, por isso mesmo livres de métodos e
dogmas fechados e absolutos, e se garantem na efetividade prática e nos resultados
concretos que acontecem no seu cotidiano. Não importa como funciona, importa sua
eficácia. A natureza, e não o homem, é a fonte de todo o conhecimento. Cabe ao
homem desvendá-la, compreendê-la, aceitá-la e contemplá-la.
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
O Poder do Eleitor
Será que precisamos pensar rápido? Infelizmente as tragédias acontecem, e depois quando refletimos, recordamos do velho adagio:"bem que eu disse" ou " a brincadeira se tornou em coisa séria ," e por aí vai.
Mas, as eleições se aproximam e ainda existem pessoas que dizem vão votar num "doido" que de maluco não tem nada, porque acha engraçadinho. E aí me questiono: Por que o voto é obrigatório? Por que pessoas sem compromisso vão as urnas? Por que escolas desde cedo não incluem no currículo Ciência Política?
O Brasil é um País que deve ser respeitado, e não vivemos em colônias, e sim em estados com suas respectivas capitais que precisam cada vez mais desenvolver se. Não podemos nos refugiar em um grande sanatório. ..ou você está sem noção?
Vamos votar com seriedade, sem segregação, com respeito, sem comparações desleais apenas para iludir aos desinformados. Não vamos fazer da eleição mais uma forma de desestabilizar, pois em time campeão não se mexe e sim buscamos aplaudir. Kathya Ferreira
sábado, 2 de julho de 2016
P...a...r...t...i...r
Preciso comprar minha *terrinha*
Pra que eu possa “descansar” ... em paz.
Não quero que reclamem,
Ou exaltem o não sei o quê.
Mas, se prossigo vou conformada,
Ou inconformada pela insensatez.
Não desejo causar polêmicas,
Nem tampouco o questionar.
Preciso partir serena,
E pedindo pra não voltar.
Quem sabe por outras “bandas”
Encontre o que vou buscar:
A certeza da serenidade,
A decência do verbo amar.
E que seja eterno,
E pra sempre vá durar,
Envolva o belo sonho,
Encante sem machucar.
terça-feira, 21 de junho de 2016
Quem segura, atocha.
Tocha atocha a sem toca,
Que da toca tirada foi.
Enjaulada, sacrificada,
Alegoria do que restou,
Ultrapassa a dor que não passa ...
Mas, foi alvejada ... e nem lutou.
Uns querem tocar na tocha,
Sequer sentem a própria dor,
Enganam-se na falsa ilusória
Em um “filme” multicor(?)
.....................................................
Enquanto a tocha acesa e “apagada”
Vira e revira sem clamor
Num País de pederastas
Só nos resta o desamor.
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