sexta-feira, 7 de abril de 2017

Meu bebê



Vejo você com olhinhos graúdos
Boca mimosa, sorriso maneiro
Querendo dizer ao amanhecer:
Mãezinha gosto de você.
Então, fico tão solta
Aberta a gargalhadas
Quase que louca
Desafio ao mundo
Destruo aos segundos
Num sonho leve mas profundo
Realizo meus sonhos
Viver você.


SAMPA



Ah São Paulo!
Da varanda lhe vejo triste
Ou quem sabe, muito forte.
Tão abatida quanto a morte.
Tão cinzenta, tão agorenta,
Ah São Paulo!
Quem te aguenta?
Eu não te vejo nojenta
Procuro apenas te ver
E quem sabe te agradecer.
Não entendi, não compreendi
Apenas sei quanto sofri
Os poetas dizem: é a capital
Mas não é a inicial
Tampouco será a final.

Flor em botão

Um dia sonhei
E nesse sonho de criança
Lhe vi menina, mulher
A menina frágil, delicada
Pétala de flor, rosa em botão
A companheira e grande mulher!
Nossas vidas se entrelaçam
Nossos caminhos se erguem
Nosso mundo se une.
Se hoje o sol brilha
Um dia a tempestade chegou
Se algum tempo fraquejei
Você me levantou
Ao Criador agradeço
Pela dádiva que é você
Ao mundo espalharei
A semente que plantei
E quando daqui tiver partido
A certeza eu levarei
Nesse mundo bandido
U raio de luz deixarei.



Dizer o quê?


O dom da vida e a leveza dos pássaros
Viver e flutuar na arte do amar
Sonho e pensamento são tão claros
Amores perdidos hão de encontrar.
Uma viola e um cantinho
Lua cheia e estrelar
Doces afagos e carinho
A certeza do verbo amar.
A ausência tão presente
A menina e o olhar
Tão frágil mas resistente
Determinada persiste em voar.
Açúcar, sal, feijão, café
Cravo, canela, camarão
Todo dia a mesma história
Envolvidos em exclamação.

Monotonia




Sinto saudades de ti
Quando durmo e acordo
Se chorar ou se sorrir
Ao ouvir o canto dos pássaros
No bailar da primavera
Diante do romper da aurora
Ou se já é dia de verão.
Amando a beleza da terra
Esquecendo tão forte ingratidão
Ganhando da poesia eterna
Cantando a nova canção.
E ao anoitecer pálidos fantasmas
Maltratam e ferem por emoção
Figuras pálidas, descontentes
No quadro da ingratidão.

Solidão, mas é domingo



Ouço Roberto: é domingo
Estou só: é domingo.
A canção tem amor: é domingo.
A solidão dói: é domingo.
Choro aos gritos: é domingo.
A dor é contida: é domingo.
Recordações da infância: é domingo.
Tão só... tão só ... tão só: porque é domingo.

Primavera nos Dentes





Ter consciência para ter coragem
Ter forças para saber existir
Ter o centro da própria engrenagem
Ter o invento da mola para resistir.

Se não vacila mesmo que derrotado
Perdido nunca desesperançou
Envolto na tempestade e decepado
Os dentes seguram a primavera em flor.

Você somente meu
Eu somente sua
Seus desejos todos meus
O que importa é ser sua.
Prá você eu sou eu
Pra mim você é doçura.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Meu jardim



Cada dia, a minha história.
Cada erro, um sentido
Cada palco, um paraíso
Cada canto, um martírio.
Sem sonho e sem sorriso
Pesadelos divididos
Estranhos e divertidos
Adormecem 
Em meu jardim

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Perfume





A cada hora que passa
Sinto cair uma lágrima
A saudade me desperta
Os meus sonhos me liberam
A ânsia me devora.
Quando sentir o seu perfume?
Seus beijos, abraços, ouvir a sua voz?...
Sua tênue ausência me castiga
E a distância me destrói.

Você tanto me satisfaz
Em cada encontro
Encontroa a verdadeira paz
Se a morte aos poucos chegar
Não haverá como escapar
- Mas, por favor, não chore!
Deixe a minha alma se libertar
 Meus sonhos se esvaíram,
Desejos me castigaram,
Sorrisos sombrios ficarão
Suspiros de amor permanecerão.



quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Pétalas






Existe algo mais valioso que o ouro,
Mais doce que mel,
Envolvente como as estrelas,
Brilhante como o sol,
Imenso como o infinito,
Delicado como o arco-íris,
Suave como pétalas de uma rosa.
Sensual como a lua,
Eterno como a alma...

O meu amor!

Desejo Artificial





É impossível lembrar como tudo começou
Mas você sempre dizia:
- eu te quero por todo o sempre.
Mas, nada era como imaginava
Tudo aos poucos se transformava
Você não mais me amava
Apenas o desejo artificial.

De tanto te amar, me perdi.
E quando tudo explodiu ...
Eu novamente me encontrei.

Hoje eu penso em como tanto te amei. 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Magia e Desilusão




Suas torres góticas,
Batendo levemente pela extravagante neblina
O barulho do luar dos lobos,
 Espalhados por toda a região.
Logo a frente, o poderoso Drácula!
Com suas vestes sombrias...
Sua clara pele
A grande escuridão
Afiados dentes
Sempre alojadas no imenso castelo,
Deitados por altas janelas
Incandescentes a luz da lua,
E aqui corro perigo!
As veias clamavam por sangue,
O doce aroma das profundezas
O mistério estava presente
A sensibilidade cada vez mais próximo
O despertar da irresistível tentação,
A extrema leveza e a facilidade,
As suas fortes habilidades,
As suas belas e sedutoras aparências,
E lábios tão encantadores...
Velocidade já não era suficiente,
As mulheres finalmente gritavam
Encanto e sedução
Magia e desilusão
Roupas rasgadas ao chão
O intenso medo,
Devora o meu coração.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Por Uma Janela




O mundo é mostrado ... por uma janela
Minha mente navega
Meu corpo repousa.
Num piscar de olhos ...  Viajo.
Vou a um lugar em que haja paz.
Os meus olhos se abrem
Sinto o coração pulsar
As brisas do vento na pele tocar,
Enquanto bate a vontade
Novamente tento sonhar.

E a liberdade atrai a felicidade
Apesar de existir maldade
Não aceita tão doce prisão.
Um grande amor cura a saudade
Repara a dor da desilusão.
E o mais poderoso sentimento
Diante da vida faz lamentos em cor
E a cada lágrima da despedida
A certeza de que nada acabou.

Sigo diante do desconhecido
Mergulhando em um ar de limitações
Nada se ouve ...  Ou nada se cria
E aos poucos se desfaz o temor.
Se nada cabe no tempo
E nos tempos livres ficamos a chorar
Parece que não há espaço suficiente
Apenas refletir e repensar!