RENASCIMENTO






Seria muito fácil dizer: Vivemos um momento em que buscamos ao menos assistir em um filme, em novela ou até em peça teatral a um final feliz. Mas …. Isso é verdade!
Não existem heróis nem bandidos, nem mocinhas, ou personagens super fantásticos. A verdade é que o nada é tudo.
Precisamos um motivo para acreditar ainda ser possível ter o final feliz. Decisivamente a tristeza corrói lentamente a nossa alma, nos conduz ao abismo, sem sequer enxergarmos ao caos em que vivemos.
Se reclamamos da saúde precária, da ausência de leitos nos hospitais, dos medicamentos surgindo cada vez com mais propriedades para a tão sonhada cura, entretanto rapidamente descobrimos: estão inacessíveis aos nossos bolsos!!!!!
E o que dizer dos planos de saúde sem sequer respeitarem a denominada regulamentação?
Ah! Estudar é algo inadmissível de pensar, vez que acreditar nos planos do governo é melhor aceitar o nariz do Pinóquio.
Como transmitir aos filhos que o estudo lhes beneficiará no futuro, se mesmo pagando taxas exorbitantes para mante - los em escola particular (PÚBLICA? Não existe), sabemos e nos calamos diante dos valores transmitidos na toca chamada instituição de ensino, onde exala a podridão da inversão dos reais valores?
O que assistimos é o circo dos horrores onde os personagens entre caras e caretas manipulam – em sua maioria – aos necessitados do mísero salário hora aula para sobreviver, enquanto os jovens ansiosos pelo saber, descobrem rapidamente tudo não passar de uma triste desilusão. Mas, seguem tontos e trôpegos entre atalhos ou caminhos desapropriados, na luta do salve-se quem puder.
E, se nos falta um sentido maior para viver, o trabalho dignificaria. Todavia, o desemprego é reinante, a chamada situação alternativa sequer cabe ser aceita, pois há um inchaço social, e a economia detonou implacavelmente, destruiu sonhos e formou pesadelos sem a descoberta do que fazer para acordarmos.
A sociedade perdeu-se diante das suas próprias inconsequências e a família, paulatinamente, destruiu-se.
As drogas não são o mal do universo, elas apenas servem como a resposta para nós, seres humanos, que destituímos da célula principal a igualdade, o saber, a racionalização.
Acreditar que uma criança não precisa do amparo para adquirir experiência é evadir-se da sua própria crença. Somos o reflexo daquilo o que nos foi apresentado, o abandono diante da correnteza nos arrastando sem temer a o que acontecerá.
Se faz necessário uma grande explosão de lágrimas para lavar a essa triste realidade. Quem sabe ainda acreditar que os heróis existem, e podem triunfar.
É maravilhoso saber: se a maça adormeceu a princesa, foi um ato generoso que lhe fez retornar a vida.


Não necessitamos de homens bombas,
De decapitação ou fuzilamento,
Não queremos ver corpos sem vida estendidos sobre a terra,
Ou mães debruçadas a chorar.
Não precisamos de mais cadeias
... Leis que não se cumprem.

Não queremos esmolas ao vento,
Cantadas e adormecidas.
Nem o comendador e a sua corte ... Apodrecida!
Nem homens de preto, de branco ou azul.
Não queremos o vermelho!
Ou o que seja desamor.

Sabemos que a estrada é curta
A bala está na agulha.
Porém, a história renasce
No desabrochar de um novo dia.

E aquela cruz caída,
Ressabiada, sofrida
Ergue se forte e sensível
Determinada, decidida
Aclamando a outras vidas....



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