Ai! Esse amor maduro.





Relembrar os sonhos de menina num corpo adulto
É fácil e simples;
Difícil é constituir ideias
Quando as marcas do tempo
 Sangram a nossa alma.
Há muito a vida castiga aos pensamentos
Eles procuram o aconchego em lembranças perdidas ...
 Ou acolhidas pelo tempo.
As marcas no rosto denotam o que se passa ou passou,
Refletem também internamente
 O quanto se faz necessário reconquistar o vigor.
Mas, se a maturidade consegue debochar do que se esvaiu;
É notório que não encontra espaço
Para o refrigério dos laços de um grande amor.
A colheita não mais é farta,
Nem apresenta frutos ainda imaturos.
Se haviam lágrimas em olhos marejados por uma paixão,
Hoje a realidade é severa,
É rigorosa diante dos valores que teima em obedecer.
Todavia, já não obedece a critérios pré estabelecidos.
O que em outras épocas seriam mágoas e dores,
Hoje não mais se debatem com as ilusões.
Quem sabe até gostaria de que surgisse
Um pequeno raio de luz
Mas que fosse infinito, real!
Os anos transcorreram e me ensinaram
 O amor não tem encaixes ou desencaixes,
O amor se basta, e pronto.
Não exige paciência, cobrança, desconfiança
São aprendizados.
É o ardor vigoroso,
É a confiável desconfiança,
É a maré que se retrai
Que se exibe em majestosas ondas.
É o inverno rigoroso e o aconchego de um abraço,
São destroços que se reencontram
...  E constroem uma nova história.




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